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INTER FRATREM – Polícia Federal detalha como era esquema de empresas que caíram na operação

O esquema é formado pelas empresas MEDICAO, NELSONEZ e ANTONELLY (sendo esta última de maior porte). Elas fazem parte de um mesmo grupo que participavam de licitações, simulando a concorrência de disputa perante a administração pública para a escolha da proposta mais vantajosa.

Uma das licitações investigadas foi o Pregão Eletrônico nº 03/2016 realizado pelo DSEI/ Distrito Sanitário Indígena de Porto Velho/RO (DSEI/PVH). Objeto: licitação no serviço de locação de veículo para transporte e atendimento aos povos indígenas. Empresa vencedora do certame MEDIÇÃO. Por sua vez, a responsável pela efetiva execução é a ANTONELLY.

Constataram-se direcionamento na cotação de preços, emissão de declarações e atestados falsos, erro de cálculos estimativos de locação de veículos, conluio entre as três empresas do mesmo grupo econômico, ausência de capacidade operacional da empresa vencedora, não fornecimento de itens exigidos em licitação, pagamentos indevidos etc.

Entre 2012 e 15/05/2019, o grupo econômico recebeu 146 milhões de reais por meio de contratos firmados com o Governo Federal. O contrato de locação de veículo investigado pelos órgãos soma 6,3 milhões já pagos pelo DSEI/PVH, dos quais R$ 453.595,30 foram estimados como prejuízo ao erário.

Inter fratrem significa entre irmãos, os quais eram proprietários das empresas que participavam dos certames.

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Fonte
O Rondoniense (Com informações complementares da PF RO)
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