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Invasão ao Serviço Secreto comprova cansaço da franquia – Por Humberto Oliveira

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Gerard Butler já atuou em filmes de terror, aventura, romance e comédias, mas foi nos de ação que o ator encontrou seu nicho, digamos, mais coerente e adequado, principalmente após sua performance na adaptação da HQ 300, de Frank Miller e dirigido por Zack Snyder. Butler fez um ótimo Leônidas, calmo na hora de dialogar e violento ao extremo ao enfrentar seus inimigos.

O ator, cujos dotes interpretativos não muito além da canastrice, que aliás, ele se sai muito bem. O agente do Serviço Secreto, Mike Banning entrou em cena, sob a batuta de Antoine Furqua, no divertido Invasão à Casa Branca. O relativo sucesso da produção deu margem para uma sequência, o irregular Invasão à Londres. Nesta quinta-feira, 14, estreou o terceiro longa da franquia, entitulado Invasão ao Serviço Secreto, mais uma vez estrelado por Butler, ainda mais canastra que nos anteriores. Apesar de ser o mais fraco da trilogia, a produção ainda diverte os fãs do gênero, principalmente os menos exigentes.

Como os dois primeiros, este terceiro exemplar é um filme de ação simples, com orçamento baixo e alicerçado, obviamente, no carisma do ator principal e cenas de ação, lucro certo. Aqui temos a volta de Mike Banning ( Butler), o agente do serviço secreto imbatível e infalível nas suas missões de proteger o presidente dos Estados Unidos – neste interpretado por Morgan Freeman, no piloto automático.

Desta vez – por mais que o eficiente Banning salve o presidente e o país, ele acaba vítima de uma conspiração, como outras produções do gênero, precisa provar sua inocência, mesmo que deixando inúmeros cadáveres pelo caminho. O governo quer sua cabeça e os verdadeiros vilões, também. Sobra tiros, explosões e supapos para quem cruza seu caminho. O único diferencial na trama é que o agente não é mais o mesmo – a idade começa a pesar. Porém, não que o impeça de mais uma vez salvar o presidente e limpar seu nome das acusações. É impressionante como um agente, mesmo com a dedicação de Banning, é acusado de traição e todos passam a acreditar na sua culpa.

Sozinho, Banning procura seu pai, Clay Banning, um veterano de guerra interpretado por Nick Nolte – para variar fazendo alguém rabugento e ranzinza. Os dois em cena prometia uma dinâmica interessante, mas fica apenas na expectativa. As cenas de ação rendem bons momentos, em geral divertem, dando uma dose de adrenalina ao espectador.

A direção ficou a cargo de Ric Roman Waugh (“Sem Perdão”). Pouco inspirado, utiliza closes de mais, abusa de ângulos fechados e pelo menos numa cena, uma luta dentro de um carro, não dá para ver quase nada do que está acontecendo. Banning, claro, vence. O problema é não vermos como.

Trailer:

“Invasão ao Serviço Secreto” tem suas falhas, mas oferece uma boa dose de entretenimento para os fãs do gênero, principalmente quando se entende que a proposta da obra não é ser um grandioso e memorável filme de ação, mas sim um conto sobre um “exército de um homem só” imbatível e canastrão (e Butler abraça a canastrice da coisa como poucos). Claro que poderia ter um pouco mais de polidez e personalidade no roteiro, mas para quem procura uma distração de fácil digestão, é uma ótima pedida.

 

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Mais sobre o autor

Almanaque | Humberto Oliveira

Almanaque | Humberto Oliveira

Humberto Oliveira nasceu em Fortaleza/Ceará, há 55 anos, mas há mais de 20 é rondoniense de coração. Jornalista formado pela Faro, mas um escrevinhador desde os 13, colecionador de filmes, livros e cds, cinéfilo desde os 5 anos de idade quando foi ao cinema pela primeira vez (o filme Branca de Neve e os 7 anões), no grandioso Cine São Luiz. Fã de Ruy Castro, Nelson Rodrigues, Woody Allen, Martin Scorsese,Nelson Pereira dos Santos, cinema noir e música brasileira. Apaixonado por cinema já ministrou cursos de roteiro e História do cinema. Participou de cinco edições do Fest Cine Amazônia, como assessor de imprensa, duas vezes na seleção de filmes, presidente de júri e jurado. Admirador e conhecedor do dramaturgo Nelson Rodrigues ministrou palestras sobre a vida e a obra deste genial autor. É casado, tem três filhos e escreve poemas em homenagem aos amigos e pessoas que admira. Seu filme predileto é O Poderoso Chefão (a trilogia). Ama filmes clássicos, mas não deixa de assistir a maioria das produções em cartaz. Também aprecia o teatro e um bom papo.