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Juiz dos EUA ordena liberdade de Chelsea Manning, que tentou se matar

Um juiz federal dos Estados Unidos ordenou nesta quinta-feira a libertação da ex-analista do Exército americano Chelsea Manning, a primeira fonte do WikiLeaks, depois de determinar que o testemunho da ex-soldada contra Julian Assange já não se faz mais necessário.

“O comparecimento de Manning perante um grande júri já não é necessário. Sua prisão não serve mais a nenhum propósito coercitivo”, decretou o juiz Anthony J. Trenga, do Distrito Oriental da Virgínia, que também dispensou o grande júri dessa investigação.

A ordem de Trenga foi dada com Manning, de 32 anos, hospitalizada depois de ter tentado se matar em uma prisão do estado da Virgínia nesta quarta-feira.

A ex-soldada estava presa desde maio por se recusar a testemunhar sobre a revelação de segredos militares e diplomáticos ao WikiLeaks, tinha uma audiência marcada com o mesmo juiz para esta sexta. Apesar da ordem de liberação, o juiz manteve a multa de US$ 256 mil por resistir a depor.

Assange, por sua vez, está preso no Reino Unido com um pedido de extradição dos Estados Unidos, onde está sendo investigado por um tribunal da Virgínia por espionagem.

A ex-analista da inteligência do Exército dos EUA foi condenada em 2013, quando ainda era conhecida como soldado Bradley Manning, a 35 anos de prisão como a pessoa responsável pela maior fuga de documentos confidenciais da história do país.

A tentativa de suicídio não foi a primeira de Manning. Houve outras durante o seu tempo na prisão, antes de se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo, em 2013.

Em 17 de maio de 2017, ela foi liberada após sete anos de prisão, um quinto de sua sentença, graças a um perdão concedido em janeiro desse ano, e dado pelo então presidente Barack Obama, três dias antes de deixar a Casa Branca.

Enquanto analista da inteligência militar, Maning divulgou mais de 700 mil documentos secretos confidenciais sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão e cabos do Departamento de Estado ao WikiLeaks em 2010, o que representou um golpe à diplomacia americana e alimentou um debate sobre o papel de Washington no mundo.

 

Por – EFE Washington