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Capital

Justiça mantém presos acusados de arrancar bebê da barriga de vítima com faca e matar uma criança

Cátia Barros Rabelo e Mario Barros do Nascimento são acusados de envolvimento no assassinato de Fabiana Pires Batista em Porto Velho. — Foto: Reprodução

A Justiça de Rondônia decidiu manter as prisões preventivas dos dois acusados de arrancarem o bebê da barriga da vítima Fabiana Pires Batista utilizando uma faca. Cátia Barros Rabello, 36 anos, e Mario Barros do Nascimento, 20 anos, também são acusados de matar o filho de Fabiana, um menino de sete anos, em um loteamento de Porto Velho.

Os acusados são mãe e filho e estão presos desde outubro de 2019 (quando aconteceu o crime) e ainda aguardam julgamento pelo Tribunal do Júri. Na Justiça, Cátia e Mario são acusados de envolvimento no assassinato de Fabiana Pires Batista, que estava gestante e teve o seu bebê arrancado da barriga e outro filho dela, foi morto em uma represa de água no loteamento.

Cátia Barros Rabelo é acusada de homicídio qualificado e duplamente qualificado, além de corrupção de seis menores. Já Mário também responde por homicídio qualificado e duplamente qualificado, corrupção de seis menores e ocultação de cadáver.

“A prisão preventiva decretada com base na conveniência da instrução criminal pode perdurar até o julgamento em plenário, já que as testemunhas ameaçadas pelo acusado poderão vir a ser chamadas para depor”, diz a justiça.

O julgamento ainda não foi possívelm pois conforme a decisão judicial, o Tribunal do Júri só poderá ser retomado das sessões presenciais de julgamento (durante a pandemia de Covid-19) se houver a ‘constatação de condições sanitárias e de saúde pública compatíveis com a realização do julgamento e medidas de segurança’.

Os acusados são defendidos pela Defensoria Pública.

‘Só queria o bebê’

A investigação iniciou quando o corpo de Gustavo Henrique Pires Maciel, de 7 anos foi encontrado boiando em uma área utilizada de extração de barro para cerâmica em um loteamento, na Estrada dos Japoneses, Zona Sul da capital, na tarde do dia 21 de outubro de 2019.

Horas depois, já no final do dia, o corpo de Fabiana Pires Santana, de 23 anos, que estava grávida, foi encontrado por familiares alguns metros longe do local onde o filho dela foi localizado. Ela estava enterrada em uma cova rasa, com um corte profundo na barriga e sem o bebê.

Após a localização dos dois corpos, policiais da Delegacia de Homicídios iniciaram as investigações. Ao anoitecer, descobriram que o bebê de Fabiana estava escondido em uma residência, localizada no Bairro Cidade Nova, na Zona Sul da capital. Na casa, estavam dois menores.

Com a localização do bebê, a Polícia começou a montar o quebra-cabeça do assassinato cruel praticado contra as vítimas, identificou todos os envolvidos, incluindo a irmã de Fabiana, de 13 anos, que arquitetou a morte dala e do sobrinho, e os demais acusados que participaram do crime.

A motivação para ter matado a irmã, é que a adolescente era repreendida em casa, o que deixava ela irritada. Ela alegou ainda, que um suposto estupro praticado pelo namorado da irmã, também seria um dos motivos para tirar a vida de Fabiana.

A jovem, que estava grávida, foi morta a pedradas e pauladas e com golpes de ferro na cabeça. Antes de morrer, a vítima teve o filho arrancado da barriga pela adolescente e o comparsa dela de 15 anos. O bebê foi levado por outro adolescente, que entregou a criança para Cátia Barros Rabello, de 34 anos.

A assassina disse em seu depoimento, que agrediu a pedradas o sobrinho Gustavo Henrique, e em seguida jogou o menino na lagoa próximo onde a mãe dele foi encontrada morta. A criança não sabia nadar. Os envolvidos já tinham levado para o local todos os objetos usados no crime, uma barra de ferro, uma faca e um estilete usados para tirar a criança da barriga da vítima, segundo esclareceu a delegada Leisaloma Carvalho.

Os investigadores descobriram ainda, que Cátia teria encomendado o bebê de Fabiana e participou da armação do crime. Já o filho dela, Mário, ajudou a ocultar o cadáver da jovem grávida, arquitetou o crime junto com a irmã da vítima, os irmãos dele e a mãe.

A Polícia confirmou que Mário ficou responsável de providenciar roupas e alimentação para o bebê, assim que ele foi entregue para Cátia. A polícia também apontou que a ré teria arquitetado o plano, junto com os próprios filhos, pois fingia uma gravidez e queria dar o golpe da barriga em um garimpeiro.

As investigações avançaram, a delegada representou pela prisão dos maiores, e internação de todos os menores.

Questionada quem teria planejado o crime, Cátia afirma que a ideia foi da própria irmã de Fabiana, uma adolescente de 13 anos. “Eu não denunciei ela antes do crime, pois acreditava que ela não teria coragem de por o plano em prática”, afirma.

Após ser presa em 2019, Cátia Barros Rabelo confessou na frente dos jornalistas sobre sua participação no crime. Na ocasião, a mulher negou ter planejado dar o golpe da barriga em um garimpeiro e explicou o motivo de ter arrancado o bebê da barriga de Fabiana com uma faca. “Eu só queria a criança”, disse

Cátia afirmou aos jornalistas ter se arrependido de sequestrar o bebê e de ter participado do assassinato de Fabiana e do outro filho dela, Gustavo Henrique, de 7 anos.

*Informações iniciais do G1

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