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Justiça mantém prisão dos investigados pela Operação Reciclagem; Três municípios estão sem prefeitos

Reprodução / Rede Globo

Mantida as prisões preventivas dos quatro prefeitos da cidade de Rondônia e do ex-deputado investigado na Operação Reciclagem, realizada pela Polícia Federal nesta última sexta – feira (25). O pedido de Habeas Corpus foi negado pela Justiça.

De acordo com as informações obtidas, as prefeitas Gislaine Clemente (de São Francisco do Guaporé) e Glaucione Rodrigues Neri (de Cacoal) estão dividindo a mesma cela no quartel da Polícia Militar de Ji-Paraná. Os prefeitos Luiz Ademir Schock (de Rolim de Moura) e Marcito Pinto (de Ji-Paraná) dividem outra cela no mesmo prédio. Junto deles está o ex-deputado Daniel Neri (marido de Glaucione), que foi preso na mesma ação da PF.

Os políticos investigados serão interrogados pela PF nesta segunda-feira (28). Também deve ser marcado uma reunião com os advogados dos prefeitos e do ex-deputado.

Cidades sem Prefeitos

Três das quatro cidades de Rondônia que foram alvo da Operação Reciclagem, apenas o município de Rolim de Moura empossou um prefeito temporário após o afastamento do titular Luiz Ademir Schock. Prefeito temporário é o vice Fabrício Melo de Almeida, que assumiu na manhã desta segunda-feira.

Os municípios de Ji-Paraná e Cacoal estão aguardando a notificação do Tribunal de Justiça (TJ) que confirma o afastamento dos prefeitos, para então serem convocados os substitutos. A assessoria de São Francisco não respondeu se pronunciou.

Na cidade de Ji-Paraná o presidente da Câmara Municipal, Affonso Cândido, deverá assumir o executivo municipal, uma vez que Marcito era o vice-prefeito e assumiu a titularidade com a renúncia de Jesualdo Pires.

Cacoal não possui vice – prefeito, pois o atual Deputado Estadual Cirone Deiró era o vice e assumiu o mandado na Assembleia Legislativa. Com a prisão da prefeita Glaucione Rodrigues quem deve assumir a Prefeitura é o presidente da Câmara, Valdomiro Corá.

A decisão pelo afastamento dos prefeitos foi tomada pelo desembargador Roosevelt Queiroz Costa e vale por 120 dias, muito além do prazo para o fim das gestões dos acusados.