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Leitos de UTI estão com capacidade máxima no estado; Hospital de Amor atenderá pacientes de Covid-19 em junho

Na manhã desta terça – feira (19), em uma coletiva de imprensa, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), atualizou os dados do coronavírus no Estado de Rondônia.

Segundo informações do secretário, Fernando Máximo, o número de pacientes internados na rede pública e privada do Estado chega a 270 pessoas. Rondônia possui até nesta terça, 83 óbitos e 805 pacientes curados. Entre os óbitos, os maiores números estão em Porto Velho com 55 e Guajará – Mirim  com 17 mortes.

Fernando Máximo também disse que a taxa de ocupação de leitos clínicos e UTIs está aumentando.

Na capital, o Cemetron está com 78% dos leitos clínicos e 100% das UTIs ocupadas. Na Unidade de Assistência Médica Intensiva (AMI), 73% das vagas de UTI também já foram ocupadas.

No interior do estado, o número de internações tem sido  menor, por exemplo, o Hospital Regional de Cacoal, que tem somente um paciente internado na UTI e um em leito clínico.

“O maior problema é em Porto Velho, onde existe um grande número de casos confirmados e internados”, disse Fernando Máximo.

O secretário de Saúde, ainda informou o percentual de pacientes curados:

  • 100%  de cura dos pacientes das cidades de Alto Alegre dos Parecis, Theobroma, Alta Floresta do Oeste, São Felipe do Oeste, Espigão do Oeste e Nova Brasilândia.
  • 70%  de cura dos pacientes de Ariquemes;
  • 85% de cura dos pacientes de Ji-Paraná;
  • 80% de cura dos pacientes de Primavera de Rondônia
  • 37% de cura dos pacientes de em Porto velho.

Contratação do Hospital de Amor

Diante da necessidades de aumentar leitos de enfermaria e de UTI para atender pacientes com Covid-19, a Sesau informou durante a coletiva de imprensa, a contratação, pela Assembleia Legislativa, de leitos clínicos e UTI do Hospital de Amor da Amazônia de Porto Velho.

No contrato firmado entre Assembleia Legislativa e o Hospital de Amor, o convênio estabeleceu a ocupação de 49 leitos clínicos e 12 leitos de UTI, por R$ 2 milhões mensais, no período de seis meses inicialmente. Mais de 120 profissionais da área de saúde serão contratados para trabalharem no local.

O deputado estadual, Dr: Neidson de Barros,  membro da comissão de saúde da Assembleia Legislativa, que estava presente na coletiva, informou que o remanejamento do repasse financeiro será feito para a Sesau e deve ser votado nesta terça-feira.

“Nós programamos para aprovar na ALE ainda hoje o remanejamento para que a Sesau faça o convênio com o hospital. Todo esse trabalho é para melhor atender a nossa população”, diz o deputado.

Dr. Neidson ainda ressaltou, a contratação de uma empresa que irá disponibilizar 12 ambulâncias equipadas com UTI para atender 11 municípios de Rondônia durante um período de 90 dias, podendo ser prorrogado por igual prazo.

“Essas ambulâncias serão específicas para atender pacientes com Covid-19”, finalizou o deputado.

O diretor executivo do hospital, Jean Negreiros, falou para a imprensa que espera que toda a estrutura esteja pronta para receber os pacientes de covid-19 no início de junho deste ano.

“O segundo andar do hospital será preparado para atender esses pacientes. Nós já tínhamos a parte física pronta e agora vamos estruturar com todos os equipamentos necessários para receber exclusivamente os pacientes com Covid-19”, explicou.

Segundo o diretor, os pacientes que forem encaminhados pela Sesau para o hospital, entrarão de ambulância por um acesso preparado pela unidade hospitalar.

“Eles não passarão pelo mesmo local que os demais pacientes do hospital transitam. Nós estamos trabalhando com todo cuidado necessário para não causar problemas para os demais pacientes”, afirmou Jean Negreiros.

O diretor disse ainda, que nenhum profissional que irá atender pacientes com Covid-19 terá contato com os demais servidores que atendem pacientes com câncer.

Ele explicou ainda, que no segundo andar, onde ficarão os pacientes, a tecnologia do sistema de ar do hospital, a pressão de ar é positiva, mas foi invertida para negativo, ou seja, todo o ar será jogado para fora do hospital, sem risco de ir para o primeiro andar.