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Lira diz que ‘situação está ficando crítica’ e cobra alternativa do governo para o auxílio emergencial

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cobrou do governo nesta quinta-feira (11) uma alternativa para o auxílio emergencial. Ele disse que a situação de trabalhadores afetados economicamente pela pandemia de Covid-19 “está ficando crítica”.

Lira afirmou que “urge” que o ministro da Economia, Paulo Guedes, encontre uma solução.

“Se nós tivermos alguma ‘excepcionalização’ com relação à calamidade pandêmica, acho que o governo tem os mecanismos para solucionar isso rápido”, disse o presidente da Câmara.

“Mas urge que o ministro Guedes nos dê, com sensibilidade do governo, uma alternativa viável dentro dos parâmetros da economia, como ele pensa e como a sociedade deseja. A situação está ficando crítica na população e a gente tem que encontrar uma alternativa”, acrescentou.

Lira ressaltou que qualquer solução deve respeitar o teto de gastos, que impede o crescimento das despesas do governo acima da inflação do ano anterior.

“Nada fora do teto. Não há possibilidade de fazer nenhum movimento que quebre as regras que nós mesmos criamos de legislação a não ser com a pandemia, com uma segunda onda muito grave, que o governo teria seus mecanismos para ‘startar’”, afirmou.

Lira disse ainda que “nada ainda foi encaminhado praticamente” pelo governo, mas que as últimas reuniões com Guedes trataram da facilitação da entrega do auxílio.

“Todas as últimas reuniões que tivemos com o ministro Guedes e o presidente do Senado foi para tratar da tramitação das matérias que subsidiarão o crescimento do país e a facilitação da entrega do auxílio”, afirmou.

Lira destacou ainda que a discussão sobre eventual pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial não precisa estar vinculada à tramitação das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que tratam da retomada da agenda econômica, como a PEC Emergencial.

No entanto, o presidente da Câmara ressaltou a importância das matérias para sinalizar uma “estabilização econômica”.

“As PECs caminharão independente disso. Agora, é lógico que elas são um subsídio importantíssimo de sinalização de uma estabilização econômica, social, de destravamento do crescimento do Brasil, e isso impacta diretamente no humor, na economia e na facilitação dos temas como o auxílio ou a criação, que nós sempre defendemos, a criação de um novo programa. O auxílio seria transitório até chegarmos neste ponto”, afirmou.

G1/RO

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