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Mais de 1 milhão de crianças e adolescentes já tiveram Covid-19 nos EUA

Shannon Stapleton/Reuters

Mais de 1 milhão de bebês, crianças e adolescentes foram diagnosticados com coronavírus nos Estados Unidos, país que já ultrapassou 11 milhões de contágios, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira em relatório preparado pela Academia Americana de Pediatria (AAP).

De acordo com o documento, que reúne dados dos departamentos de saúde estaduais, desde o surgimento da pandemia até a última quinta-feira, 1.039.464 menores haviam testado positivo para o vírus SARS-CoV-2, 112.946 deles em notificações reportadas do dia 6 ao dia 12 deste mês.

“É um número substancialmente maior do que qualquer semana anterior da pandemia. É chocante e trágico. Não vimos um vírus se espalhar tão rapidamente em nossas comunidades desde antes de termos as vacinas contra o sarampo e a pólio”, declarou a presidente da AAP, Sally Goza, em comunicado.

Com mais de três décadas de experiência, a especialista pediu para que haja um maior esforço para proteger a todos nas comunidades enquanto se espera por uma vacina.

“Precisamos urgentemente de uma nova estratégia nacional para controlar a pandemia, e isso deve incluir a implementação de medidas comprovadas de saúde pública, tais como o uso de máscaras e distanciamento físico”, acrescentou Sally, para quem a pandemia “está causando um grande impacto em crianças, famílias e comunidades, bem como em médicos e outras equipes médicas de linha de frente”.

A nota apontou que 27% dos pais relataram um agravamento de sua saúde mental, enquanto 14% reportaram um agravamento da saúde mental de seus filhos, de acordo com o estudo nacional denominado Bem-estar de pais e filhos durante pandemia da Covid-19.

Além disso, o documento acrescenta, citando números dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), internações de emergência para crianças e adolescentes para problemas de saúde mental aumentaram mais de 24% durante a pandemia.

Os Estados Unidos têm 11,1 milhões de casos positivos da doença e mais de 247 mil mortes, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Por EFE