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May adia votação do Brexit no parlamento diante da falta de uma maioria

O Rondoniense May adia votação do Brexit no parlamento diante da falta de uma maioria
O Rondoniense May adia votação do Brexit no parlamento diante da falta de uma maioria
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A primeira-ministra do Reino Unido, a conservadora Theresa May, confirmou nesta segunda-feira sua intenção de adiar a votação sobre o acordo do Brexit prevista para amanhã devido à falta de uma maioria no parlamento.

May adiantou que dialogará com os líderes da União Europeia (UE) antes da cúpula desta semana para tentar esclarecer os termos do mecanismo previsto para evitar uma fronteira na ilha da Irlanda.

Ao início da quarta jornada de debate sobre o acordo do “Brexit” na Câmara dos Comuns, a premiê britânica admitiu que a possibilidade de esse mecanismo manter o Reino Unido integrado nas estruturas comunitárias durante anos gera uma “onda preocupação” entre os deputados.

May reconheceu que seguir adiante com a votação prevista para amanhã à noite significaria que o acordo, para o qual os 27 parceiros europeus restantes já deram sinal verde, “seria rejeitado por uma margem significativa”.

Dezenas de parlamentares conservadores ameaçaram se rebelar e votar contra do pacto, assim como o norte-irlandês Partido Democrático Unionista (DUP), que apoiou May até agora.

A chefe de Governo afirmou que há “um amplo apoio a muitos dos aspectos do acordo”, o que levantou risos e vaias entre os parlamentares.

“Ainda acredito que é possível conseguir uma maioria nesta Câmara que o apoie (o acordo), se eu conseguir garantias adicionais na questão do mecanismo de ‘backstop'”, declarou a primeira-ministra.

Além disso, May indicou que seu governo avalia fórmulas para “dar mais poder” à Câmara dos Comuns no processo de saída da UE.

A premiê quer garantir que o mecanismo para a Irlanda do Norte – que, se entrar em vigor, deixará o Reino Unido vinculado com a UE até que se chegue a um novo acordo comercial – tem “legitimidade democrática” e não pode ser mantido “de forma indefinida”.

 

EFE Londres

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