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Medidas de Trump contra coronavírus provocam terceiro ‘circuit breaker’ da Bolsa brasileira

O mecanismo foi acionado às 10h20, quando o Ibovespa tombou 11,65%. Dólar comercial começou a quinta-feira ultrapassando a marca de 5 reais. A Bolsa de Valores brasileira iniciou o dia já em forte queda neste dia e anunciou o terceiro mecanismo de circuit breaker, quando as operações recuam mais de 10% e são interrompidas por 30 minutos, em quatro dias. O mecanismo foi acionado às 10h20, quando Ibovespa tombou 11,65%, aos 75.247 pontos. O movimento acompanha o dia ruim das bolsas internacionais, onde os mercados despencam após a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciada na noite de quarta, de proibir viagens da Europa para os Estados Unidos por 30 dias. A Bolsa de Nova York também desabou na abertura e interrompeu as operações por 15 minuto após o índice S&P 500 recuar 7%.

O nervosismo do mercado financeiro também teve forte impacto no câmbio. O dólar comercial começou a quinta-feira em alta de 6%, ultrapassando pela primeira vez a marca de 5 reais, após novo dia de caos no mercado financeiro em meio ao anúncio de Trump e de pandemia de coronavírus pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A moeda já havia fechado a quarta-feira em alta de 1,61% frente ao real, a 4,72 reais. O dólar turismo, aquele utilizado para compra em caso de viagem, já havia alcançado essa espécie de barreira psicológica, sendo negociado na abertura de hoje a 5,18 reais, uma alta de 3,3%. O ministro da economia Paulo Guedes afirmou na semana passada que apenas caso o Governo fizesse “muita besteira” a moeda norte-americana atingiria este patamar. “É um câmbio que flutua. Se fizer muita besteira pode ir para esse nível [5 reais]. Se fizer muita coisa certa, ele pode descer”, afirmou. Com o salto desta quinta, o avanço no ano chega a cerca de 23%.

Nesta quarta-feira, depois da equipe econômica revisar de 2,4% para 2,1% a estimativa para o crescimento da economia brasileira para 2020, Guedes afirmou que o resultado pode ser ainda pior por causa da pandemia do coronavírus. No pior cenário, o PIB seria de 1%. Mas o ministro disse que o cenário mais realista é de um avanço da atividade de 1,8% neste ano “Se, ao contrário, a pandemia tomar conta do Brasil e nós não fizermos as nossas reformas, pode chegar até 1%”, disse ele em reunião com parlamentares na noite desta quarta-feira segundo a Folha de S.Paulo.

  • Fonte: ElPaís.com