Brasil

NASA ignora fumaça da Bolívia, que amplia o fumacê brasileiro

Não é nada, não é nada, não é nada mesmo. Mas compromete a credibilidade dos dados ambientais e pode converter limpeza de capoeiras em derrubadas.

As imagens de satélite da NASA não conseguem delimitar os territórios brasileiro e boliviano, como bem lembra meu amigo geógrafo, Emanuel Madeira Lito Casara. Ou seja: o fumacê não é produzido apenas aqui. Isso, lembra ele, não altera em nada o resultado para a qualidade do ar que respiramos.

Mas compromete a credibilidade dos dados fornecidos pelos satélites, que podem direcionar as estatísticas do desmatamento para muito além do que de fato ocorreu. Isso poderia explicar a surpreendente evolução comparativa dos índices de desmatamento apontados pelo INPE , que apontou crescimento de 278% em relação ao ano passado. Claro que o Instituto pondera e escrutina dados de várias fontes, inclusive dos satélites brasileiros. Mas seria até pueril minimizar a importância da tecnologia americana.

Os dados, contestados pelo governo, podem ter sido amplificados com a incorporação, como florestas nativas, de áreas antropizadas, que a floresta começa a tomar de volta após um período de abandono. As derrubadas existem, como demonstram as fotos (sempre as mesmas) exaustivamente exibidas nas matérias sobre o assunto. Mas pode ser que significativa parcela delas não passe de limpeza de terreno.

Esfriamento global

Veja as imagens impressionantes do congelamento quase instantâneo de toda uma praia na Rússia no ano passado, em um fenômeno raro e assustador. Seria interessante talvez usá-las para confrontar os catastrofistas do aquecimento global e anunciar que, na verdade, nos aproximamos de uma nova era do gelo.

Tudo por dinheiro

 O certo é que há interesses imensos em jogo. Políticos e principalmente econômicos. Qualquer prejuízo para o agronegócio brasileiro interessa muito aos financiadores da organização “ambientalista” WWF (que nada mais é que uma empresa que fatura horrores), a organização americana “Farms Here, Forests There”. Eles não têm nem mesmo o pudor de disfarçar o nome simplório e descarado: “Fazendas aqui, Florestas lá”.

O presidente da França, Emmanuel Macron – aquele que Trump já chamou de estúpido – pretende usar as denúncias contra o Brasil na reunião do PPG7, o que já foi classificado por Bolsonaro como nova manifestação colonialista, já que o governo brasileiro não estará lá para se defender.

Macron usa a questão amazônica para dissimular as graves manifestações contra seu governo. E posta nas redes sociais inclusive imagens falsas de fake news, para tornar mais “robustas” suas denúncias contra “o que o governo brasileiro está fazendo com o nosso ar”. Nosso, de quem, ele não explica. Mas demonstra que Donald Trump tem razão ao atribuir à Amazônia a responsabilidade por 20% da qualidade do ar em todo o planeta. E tome aquecimento global na sequência.

O mais impressionante é que celebridades do mundo artístico e esportivo, como a brasileira Gisele Bündchen e o jogador Cristiano Ronaldo acreditam e reverberam tais obscenidades. Como é então que o mundo, composto por três quartos de água, vai depender, para a sobrevivência de 7,7 bilhões de pessoas, sem contar animais e plantas, do oxigênio que a floresta produz de dia para tomar quase todo de volta à noite?

Ademais, a própria NASA informa hoje, em nota publicada em seu site oficial, que os dados de satélite indicam estar “dentro da normalidade” a quantidade de incêndios na região. E assegura que os números de focos estão rigorosamente dentro da média dos últimos 15 anos. “Se parece maior em Rondônia e Amazonas, (as queimadas) têm aparecido abaixo da média em Mato Grosso e Pará”, segundo o Global Fire Emissions Database. Ou seja: a fumaça boliviana tem, sim, grande influência no volume total aqui registrado.

Voltarei ao assunto, para mostrar a razão de tamanho empenho da Noruega em desqualificar, não é de hoje, o governo brasileiro na gestão ambiental. Consta que a família do vocalista Morten Harket, da banda norueguesa A-HA, é dona de vários latifúndios no Vale do Guaporé. Com participação de governo da Noruega, cuja primeira-ministra já aplicou uma esculhambação pública ao ex-presidente Michel Temer, que foi forçado a submeter-se por não dispor de informações sobre as reais intenções daquele país.

 

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