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Novo coronavírus segue avançando pelo mundo e número de mortes passa de 5 mil

A pandemia do novo coronavírus provocou a morte de 5.043 pessoas no mundo, a maioria na China continental, de acordo com um balanço da agência AFP elaborado com informações de fontes oficiais.

Na China continental faleceram 3.176 pessoas, na Itália 1.016 e no Irã 514. Estes são os três países mais afetados pela Covid-19.Desde o surgimento do vírus no fim de dezembro, mais de 134.300 pessoas foram contaminadas em 121 países e territórios, incluindo o Brasil.

Na última quarta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou pandemia após semanas de resistência. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pontuou que, apesar da mudança de categoria representar uma nova etapa da disseminação do Sars-CoV-2, a palavra pandemia deve ser utilizada com “muita responsabilidade” para não gerar pânico generalizado.

Havia pressão de diferentes países, inclusive o Brasil, para que a entidade reconhecesse o estado de pandemia. Na última quinta-feira, Ghebreyesus procurou acalmar as tensões ao redor do mundo e voltou a reforçar que a pandemia é “controlável”.

— Esta é uma pandemia controlável. Mas precisamos de maior vigilância para identificar, isolar, diagnosticar e tratar cada caso e romper a cadeia de transmissão — disse Ghebreyesus. — Alguns países não estão enfrentando a ameaça com o compromisso político necessário”.

Também na última quinta-feira, o principal conselheiro para a pandemia do Sars-CoV-2 na China, Zhong Nanshan, estimou que a disseminação do vírus pode ter fim em junho se a comunidade internacional articular esforços contra a Covid-19. Nanhsan, epidemiologista, foi a principal autoridade de saúde chinesa na contenção da Síndrome Aguda Respiratória Grave (Sars), que matou 774 pessoas entre 2003 e 2004.

Há sinais para preocupação: na Alemanha, por exemplo, a chanceler Angela Merkel alertou que o novo coronavírus pode infectar cerca de 70% da população de seu país caso não seja contido.

No entanto, diferentes lideranças internacionais, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, têm sido criticados pela condução da crise global. Caso não haja ações coordenadas, no entanto, Nanshan alerta que a pandemia poderá se prolongar muito além de junho.

 

Por – AFP – Oglobo