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O numero de Leptospirose pode aumentar na capital

há suspeita de que já exista mais de 60 até o momento.
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Como nesse período chuvoso e de enchentes é comum ver ruas e casas alagadas, é preciso evitar o contato com água contaminada, já que o numero de casos de leptospirose tende a aumentar e principalmente em crianças são as mais vulnerareis, podem se contaminar com mais facilidade, os sintomas costumam aparecer entre 7 a 14 dias, inicialmente com febre, dor de cabeça e no corpo ou com sinais mais agravantes na fase aguda, como febre, dor nos músculos, processo ictérico com o olho amarelo ou com vermelhidão conjuntiva, vômito, náusea e manchas no corpo, podendo evoluir à meningite. As complicações maiores ocorrem com insuficiência renal e hemorragia pulmonar, registradas entre 10% a 15% dos pacientes contaminados, os levando à unidade de tratamento intensivo e, muitas vezes, ao óbito.

O nível do Rio Madeira, em Porto Velho, chegou a 17,27 metros na manhã desta quarta-feira, se mantendo na cota de inundação, e com isso, a água continua invadindo ruas e casas. Por conta do período de cheia, o Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) alerta para os cuidados com a leptospirose, doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina de ratos e outros animais.

Dados da Agevisa mostram que, neste ano, já são 61 casos suspeitos da doença em todo o estado, mas a tendência é que esses números aumentem. Em todo o ano de 2018, houve 430 casos suspeitos.

“Essa quantidade de 61 casos está dentro do considerado normal. Porque a leptospirose ocorre também por outros fatores, fora a enchente, como a incidência de chuvas, terrenos baldios, entulho, regiões onde a coleta de lixo não é tão eficiente, o que torna cada vez mais propício o ambiente propício para a chegada de ratos e animais peçonhentos”, diz Luzimar de Souto Amorim, coordenadora estadual do Programa de Vigilância e Controle da Leptospirose.

Na área rural, explica Luzimar, é onde são registrados os casos mais graves da doença por causa do armazenamento de alimentos de produção animal. “O mau condicionamento em paiois atrai os roedores e faz com que os ratos estejam naquele ambiente. Na hora em que a pessoa vai pegar o alimento para dar ao animal ele pode ter contato com a urina e se contaminar”, alerta.

Conforme a Agevisa, os médicos estão mais alerta para suspeição clínica da doença e início do tratamento. No período chuvoso aumentam-se os casos suspeitos porque é uma doença febril aguda e pode ser confundida com outras doenças. “Mas os médicos estão totalmente alerta e, se houver alguma suspeita, ela é tratada imediatamente”.

Para se chegar ao diagnóstico, é feita uma triagem no Laboratório Central (Lacen) e os casos confirmados são encaminhados para o laboratório de referência regional, no estado do Pará, onde é feito o exame padrão que confirma se o caso é de leptospirose ou não.

“Destacamos que nós não esperamos o resultado e já começamos a fazer o tratamento do paciente porque não pode esperar. Se for confirmado o caso, a prefeitura encaminha uma equipe para saber o que está trazendo a atração de roedores para aquela casa onde a pessoa foi infectada”, esclarece.

-Fonte: Rondoniagora

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