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Obama descarta possível cargo em governo de Biden: “Michelle me deixaria”

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama descartou a possibilidade de aceitar um cargo em um governo liderado por seu ex-vice-presidente, Joe Biden, projetado pela imprensa americana como vencedor das eleições de 3 de novembro.

“(Biden) não precisa de meus conselhos, e eu o ajudarei como puder. Agora, não planejo trabalhar com o pessoal da Casa Branca ou algo assim”, afirmou Obama em entrevista à rede de televisão “CBS” transmitida neste domingo.

A entrevistadora da “CBS”, então, perguntou: “Nenhum cargo no governo?”.

Obama, então, respondeu com bom humor.

“Há coisas que eu não faria, porque Michelle (sua esposa) me deixaria. Sim, diria ‘O quê? Você vai fazer o quê?'” brincou.

A entrevista, que foi a primeira de Obama desde as projeções da imprensa que apontam a Biden como vencedor do pleito presidencial em disputa contra o atual mandatário, Donald Trump, foi gravada na última quarta-feira.

Obama está promovendo o primeiro volume de suas memórias, “Uma Terra Prometida”.

DESAPONTADO COM OS REPUBLICANOS.

Sobre a situação atual do país e o fato de Trump não aceitar a derrota nas eleições, enquanto promove teorias conspiratórias sobre uma suposta fraude, Obama se disse desapontado com o papel desempenhado por alguns congressistas republicanos que endossam essas alegações.

“Isso tem sido decepcionante, mas tem sido algo normal nestes últimos quatro anos. Obviamente eles não acham que houve fraude, porque não disseram nada durante os dois primeiros dias, mas há um mal nisso, porque o que acontece é que a transição pacífica de poder, a noção de que qualquer um de nós que é eleito para o cargo, seja um salvador de cães ou um presidente, serve ao povo. É um trabalho temporário”, argumentou..

Perguntado pela entrevistadora sobre o que representa o fato de 72 milhões de eleitores terem votado em Trump, o primeiro presidente negro da história dos EUA afirmou que isso mostra que o país ainda está “profundamente dividido”.

“O poder desse ponto de vista alternativo está presente na mídia que esses eleitores consomem, ele carrega muito peso”, refletiu.

“É muito difícil para nossa democracia funcionar se estamos operando em duas bases de fato diferentes”, acrescentou.

Por EFE