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OPERAÇÃO MOLIBILIS – Empresário consegue fugir e Major da PM é alvo da investigação

Divulgação PC/RO

Nesta terça- feira (28), foi deflagrada a Operação Mobilis, desencadeada pela Polícia Civil de Rondônia, que possui objetivo de cumprir mandados de Prisão Preventiva contra suspeitos no esquema de corrupção no processo licitatório entre os anos de 2016 e 2018, em agentes de cargos de confiança junto ao Poder Executivo do Estado, e do sócio proprietário da empresa investigada, sediada no Rio Grande do Sul.

Entre os alvos da Operação está sendo empresário Álvaro Ederich Júnior, dono da empresa E-Graphic Design Eletrônico Ltda, apontada como parte integrante de um esquema milionário que conseguiu fugir na manhã desta terça-feira (28) ao cerco da Polícia Civil em Canoas, no Rio Grande do Sul. Entretanto, na sua casa foram apreendidos uma valor aproximado de R$ 500 mil. Outro alvo da Operação é o major da PM de Rondônia Marcelo Victor Duarte Corrêa.

Outros mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra o Major Daniel Fernandes Bostelmann, em Buritis, o 3° Sargento Valdinei Souza Oliveira e o Capitão Douglas Marink de Miranda, ambos em Porto Velho.

As investigações iniciaram após uma denúncia anônima, informando supostas irregularidades no certame licitatório na aquisição de software, tablets e demais acessórios para a implementação do “sistema mobile” no âmbito da Sesdec e da PM/RO, com o objetivo é possibilitar o registro de ocorrência policial e a lavratura do Termo Circunstanciado no local dos fatos.

Destaca-se que a investigação foi capaz de apurar que os investigados, atuando de maneira associada, tentaram inviabilizar qualquer forma de concorrência, seja concedendo prazo exíguo para o desenvolvimento do software, estipulando parâmetros que sabidamente apenas seus fornecedores exclusivos poderiam disponibilizar e, por fim, caso todas as outras medidas não fossem suficientes, pretendiam desclassificar o concorrente, na prova de conceito, esta última, no caso dos acessórios necessários para a utilização do software.

O conluio dos Investigados resultou em aquisições pelo Estado de Rondônia na ordem de R$ 3.446.593,60 (três milhões quatrocentos e quarenta e seis reais quinhentos e noventa e três reais e sessenta centavos).