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OPINIÃO – Os Caminhos de Rondon – Por Laurismar Barroso

Foto: Divulgação
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Cândido Mariano da Silva Rondon, mais conhecido como Marechal Rondon foi militar e sertanista brasileiro que desbravou as regiões Centro-Oeste e Norte nos séculos XIX e XX. Por causa das expedições que comandou, passou a ser habitada a região onde está situado, hoje, o estado de Rondônia, assim denominado em sua homenagem.

Rondon nasceu em Mimoso (MT) no dia cinco de maio de 1865, e morreu no dia 19 de janeiro de 1958, no Rio de Janeiro, com quase 93 anos.

Rondon dedicou sua vida a promover a colonização do interior brasileiro, pacificando e tratando os índios. Ficou conhecido pelo lema indigenista: “Morrer se for preciso, matar nunca”.

O Historiador Laurismar Barroso, estudioso do desbravamento de Marechal Rondon, discorreu um pouco da história do homem que é considerado por muitos o Um autêntico herói nacional.

Os Caminhos de Rondon

Se estivesse vivo, Rondon completaria hoje 155 anos de seu nascimento, o menino de Mimoso ganhou a Região do Pantanal Matogrossense, o garoto com descendência de Bororo, teve sua luz brilhando para a eternidade.

Nascido em 05 de maio de 1865 em uma região chamada de Sesmaria do Morro Redondo, atual Mimoso, pertencente ao distrito de Santo Antônio de Leverger, Rondon já nasceu órfão de pai, quando a sua mãe estava com 7 meses de gestação, seu pai Cândido Mariano da Silva contraiu a varíola e veio a falecer. Presumindo que deixaria a família, chamou seu irmão e lhe fez um pedido: “Se meu filho nascer e se for varão, não deixe em Mimoso, dê a ele o que eu poderia em vida”.

Ao dá a luz ao menino Rondon, dona Claudina Evangelista da Silva batiza-o com o nome do pai, após dois anos de nascido, sua mãe contraiu a tuberculose e veio a falecer, sendo enterrada ao pé de um morro, distante uns 7 km de sua residência.

Ao completar sete anos, veio para Cuiabá morar com seu tio paterno, Manoel Rodrigues da Silva Rondon, que criou o garoto como se fosse seu filho. Rondon então estudou no Liceu Cuiabano, que conclui o magistério, formado em professor aos 16 anos.

O espírito aventureiro de Rondon exigia muito mais dele, foi quando em 1881 resolveu sentar praça nos 3 Comandos de Cavaleira em Cuiabá, em 1883 foi arriscar a vida no Rio de Janeiro, onde se matriculou na Academia da praia vermelha e de lá só saiu quando Getúlio Vargas em 1930 mandou Rondon  – que já era general 2 Estrelas,  juntamente com mais seis  generais e seis coronéis, para a reserva.

Rondon aprendeu o ofício militar com seus compatriotas, Gomes Carneiro foi quem instrui para a vida na floresta, Benjamin Constant foi seu professor e idealizador de um Rondon positivista, José Bonifácio foi seu trunfo como inspiração. Rondon serviu a pátria por 48 anos, 11 meses e 11 dias quando foi mandado para a reserva.

Em 1955, Juscelino Kubitschek, condecorou Rondon com o título de Marechal, mais não um marechal de  guerra e sim da Paz .

Como historiador, pesquisador e escritor, faço buscas da memória de Rondon, tenho visitado vários lugares por onde o Marechal andou como a cidade de Mimoso, Rio de Janeiro, Cuiabá, Porto Velho e agora Santo Ângelo, no qual vim em busca de seus pertences que foram doados para o exército por sua filha Maria Molina Rondon com a finalidade de construir um memorial ao grande estadista, militar e ativista do povo da floresta.

“Os vivos são governados pelos mortos”( Rondon)

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