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OPINIÃO – Séries que maratonei durante a quarentena – Por Rondineli Gonzalez

Arte: Gonzalez
THE BIG BANG THEORY
É uma série de televisão norte-americana no estilo ‘sitcom’ criada por Chuck Lorre (o mesmo de “Two And Half Man”) e Bill Prady, que estreou em 2007 e foi encerrada em 2019, após 12 gloriosas temporadas e com um final realmente muito emocionante. Ou seja, apesar de ser uma série de comédia, seu apogeu fez muita gente chorar (como eu), pois além de ser muito bem produzido, o último episódio representava o fim de toda uma geração de personagens que aprendemos a amar durante mais de uma década. Uma das séries de comédia que mais marcou gerações pelo mundo afora.
Antes passava no canal Warner, da tevê fechada, mas atualmente está disponível também no streaming, pela Globoplay.
STAR WARS – THE CLONE WARS
Já mencionei esta animação aqui no Facebook e contei que ela, em sete temporadas, conseguiu trazer aos amantes do universo de Star Wars, com riqueza de detalhes, tudo que aconteceu na famosa Guerra dos Clones, um embate entre a Aliança Separatista (e seu infinito exército de dróides) contra o exército da República, que tinha um incontável números de clones liderados por generais jedi. Esse período é canônico e se passa entre o segundo filme da trilogia prequel que foi aos cinemas, “Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones” e “Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith”. É realmente viciante e muito esclarecedora. É da Disney +, serviço de streaming que ainda não chegou ao Brasil, mas receio que dá pra assistir caso você não se importe em baixar pelos chamados ‘métodos alternativos’ da internet.
STRANGER THINGS
Outra que já recomendei fortemente no Facebook, pois é uma série que reúne a nostalgia dos anos 80 com um envolvente roteiro de mistério, ficção científica, redenção e amizade em suas três temporadas do catálogo da Netflix e já na espera da quarta. Não tem como não viciar e, por isso, é uma das séries mais amadas no mundo inteiro.
WESTWORLD
Se alguém disser pra você que a HBO é um canal realmente forte em produzir e apresentar séries excelentes, nunca duvide disso. “Família Soprano” e as premiadas “Chernobyl” e, claro, o fenômeno “Game Of Thrones” (não, eu ainda não superei) são só algumas das que estão no catálogo. E depois de tanto ver cartazes belíssimos e enigmáticos pelos canais de cinema da internet brasileira, acabei baixando todas as três temporadas de “Westworld” e, olha… me surpreendi. Uma estória que se passa num futuro fictício onde os ricaços e poderosos gastam rios de dinheiro para se divertir (e fazer o que bem entender) num parque temático habitado por uma espécie de ciborgues que, com o tempo, se rebelam contra o sistema que os criou. A primeira temporada é fantástica, e a segunda é muito boa e a terceira é bem abaixo do que se esperava de uma série que já tinha conquistado uma legião de fãs a nível global pela qualidade narrativa que apresentava. De qualquer forma, não deixo de recomendar de forma alguma.
COBRA KAI
Para quem tem mais de 40, assim como eu, essa série será um prato cheio para matar a saudade de um grande sucesso juvenil dos anos 80, o bobo (mas qualquer bobagem agradava a gente naquela época) “Karatê Kid”, de 1984. A série, exclusiva do Youtube Premium, mostra como estão os personagens Daniel LaRusso e Johnny Lawrence, protagonista e antagonista, respectivamente, do primeiro filme da franquia dos anos 80. Cobra Kai acontece 34 anos depois do filme original e segue um Johnny Lawrence fracassado, que busca redenção, ao reabrir o infame dojo Cobra Kai, reacendendo a sua rivalidade com o agora bem-sucedido Daniel LaRusso, que tem lutado para manter o equilíbrio em sua vida sem a orientação de seu mentor, sr. Miyagi. Dois homens que direcionam os traumas do passado e as frustrações do presente na única maneira que eles sabem como resolver: através do karatê. Além de muitos flashes do filme original, podemos rever alguns atores que deram vida aos personagens daquela pequena e inesquecível obra juvenil dos anos 80. Recomendo e já aviso que a terceira temporada foi comprada e será produzida pela Netflix.
DARK
Quando vi as inúmeras postagens aqui mesmo, de amigos do Facebook, sobre esta série alemã, fiquei bastante curioso e, num certo momento, decidi assistir. Como muita coisa já foi dita aqui e em várias mídias mundo afora, seja por fãs ou especialistas no assunto, me permito não ser amiudado e só posso dizer que nunca, em todos esses meus 43 anos de vida, fiquei tão maravilhado com uma obra tão fascinante, tão envolvente e que realmente faz a mente da gente fritar.
Portanto, se você se julga uma pessoa que consegue entender o mínimo que seja de ciência, viagem no tempo e paradoxos, e ainda não assistiu a esta obra prima que, para muitos, tomou o lugar de “Stranger Things” como a melhor série da Netflix, está perdendo tempo (dã) e fazendo valer a máxima tão dita na série de que “O que sabemos é uma gota, e o que ignoramos é um oceano”.