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Passando pelo Zero do Marco Zero de Porto Velho – Por Álisson Chaves

Supondo que você é de Porto Velho, ainda lembra da última que você desceu a avenida Farquar? Não, né? Capaz até de nunca ter feito isso, e tem total sentido. O calor de Rondônia não é dos mais agradáveis, aquela ladeira até chegar na Sete de Setembro não é favorável e você corre ainda o risco de ser assaltado, pois a violência urbana na capital ainda é realidade.

E pela lógica, quando passamos por uma das avenidas mais importantes da cidade, sempre é de carro, moto, busão, bicicleta, o que for, mas a pé? Por quê?

Bem, não sei se é forçação de barra da minha parte, mas posso sugerir essa tentativa. É na avenida Farquar que existe uma calçada que todos devemos ter conhecimento e porque não parar para conhecê-la. Ela está no caminho para a Estrada de Ferro construída em parte de concreto e azulejo azul clarinho, bem em frente ao antigo prédio da Embratel. Não! Não se preocupe, nem precisa fazer nenhum gesto da cruz, não se trata de jazigo, não! Só parece, porém é um monumento importante: o Marco Zero de Porto Velho.

Tá longe, bem longe de um Marco Zero de Recife, Belo Horizonte, Sampa ou Macapá, mas é que temos até hoje.

E daí?

Bom, um Marco Zero é ponto de partida, o centro geográfico do município, dele são feitas todas as medições da cidade, em muitos cantos serve como um baita atrativo turístico, que não é o nosso caso, mas com muito esforço tá rendendo alguns parágrafos deste artigo.

O Marco Zero de Porto Velho, está bem no zero, mesmo. Temo até que já esteja casas numéricas antes do zero, pois caiu em um esquecimento pleno.

Podemos afirmar isso, se supostamente, ao iniciar a leitura você respondeu que nunca o viu e nem ouviu falar, todavia ele está lá. Falta você descer aquela ladeira da Farquar, sentido Sete de Setembro antes chegar na praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

Sugiro, caso tenha um bom tênis, coragem e alguma curiosidade, a visita.

Não aglomerando, está tudo bem, pelo menos você vai sair da rotina, mas assim, vai pela sombra, porque Porto Velho além do pouco caso com a nossa memória é quente demais.

Sobre o Autor

Álisson Chaves, 35, nasceu em Porto Velho – RO, atua na área de comunicação há 16 anos. É graduado em Publicidade e Propaganda e autor do livro “30 Contos que Escrevi e Fiz de Tudo pra Não Te Contar”, pela editora Clube dos Autores.
Nos momentos de lazer curte praticar esportes e experimentar novos formatos de mídia (Vídeo Minuto, Literatura de Cordel e outros). Geralmente evita (e muito) escrever poemas, mas na pandemia, tudo fica diferente.

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