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Pequim rebaixa nível de emergência por conta da Covid-19

People wear masks as they cross a street during evening rush hour, as the country is hit by an outbreak of the novel coronavirus, in Beijing, China, March 3, 2020. REUTERS/Thomas Peter

Pequim, capital da China, reduzirá o nível de resposta de emergência do aparente controle na cidade da Covid-19 a partir de sábado, informaram autoridades municipais nesta sexta-feira.

A capital chinesa passará do segundo nível de emergência para o terceiro, o que significa que os moradores de províncias anteriormente afetadas pelo novo coronavírus como Hubei, onde o surto teve início e que ontem foi declarado “livre” de casos confirmados, podem regressar a Pequim sem a necessidade de passar pela quarentena.

No entanto, será mantida a “gestão rigorosa” de pessoas que chegam do exterior e de áreas de médio e alto risco – todas elas na região nordeste do país -, que devem ser testadas na chegada e passar por um período de isolamento de 14 dias.

Da mesma forma, as comunidades vizinhas de Pequim não precisarão mais de medições de temperatura ao entrar e os parques estarão abertos até 50% de sua capacidade.

A nova diretiva recomenda que os cidadãos usem máscaras, mas não por obrigação, exceto nos transportes públicos e outros espaços fechados.

“Desde maio, a situação epidêmica em Pequim está melhorando e as escolas reabriram em junho. Estamos diante de uma tendência positiva, mas isso não significa que as medidas de prevenção sejam simplesmente relaxadas”, disse hoje, o porta-voz do governo municipal de Pequim, Xu Hejian.

No final de janeiro, a capital chinesa ativou o nível mais alto de emergência para conter o surto e, em 30 de abril, passou para o segundo nível após não registrar os casos por 13 dias.

Desde março, a China registrou uma queda considerável na transmissão de novos casos do vírus localmente, após medidas drásticas de prevenção e limitação de movimentos ajudaram a controlar a pandemia em muitas partes do país.

Algumas dessas medidas foram relaxadas e, em maio, o Conselho de Estado (governo) chinês aprovou que os espaços fechados começassem a receber visitantes, mas com capacidade limitada.

Apesar de tudo, o país mantém uma série de casos “importados” do exterior, a grande maioria deles relacionada a chineses que retornam ao país vindo de outras áreas afetadas pelo vírus.

Atualmente, o número de mortos na China é de 4.634, entre os 83.027 infectados, de acordo com dados oficiais, desde o início da pandemia, e 78.327 superaram a doença com sucesso e receberam alta, segundo as autoridades de saúde.

Por – EFE

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