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Pesquisadores da Unir acreditam que o pico do coronavírus será na primeira quinzena de junho

Foto: Getty Images via BBC

Os professores Thomás Daniel, de matemática, e Ana Lúcia Escobar, de medicina, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), realizaram uma análise que indica o período de pico do coronavírus no estado.

Os dois professores acreditam que o ápice da doença deve ocorrer na primeira quinzena de junho. O pico acontece quando o número de novas pessoas infectadas por dia é igual ao número de pessoas recuperadas por dia. Com isso, a quantidade líquida de novos casos é nula.

Para chegar a esta estimativa, eles desenvolveram uma metodologia baseada em um modelo matemático que usa basicamente os dados dos boletins diários liberados pelo governo, através da secretaria estadual de saúde. Um destes estudos pegou um dia do mês de maio em que houve 60 casos a mais.

Sesau diz que é difícil prever quando será o pico

O secretário de Estado da Saúde Fernando Máximo, comentou sobre essa estatística, na manha desta quinta – feira (21), em uma coletiva de imprensa.

Máximo disse que é difícil avaliar quando Rondônia entrará na fase crítica do Coronavírus, o chamado pico da doença. “Nós estamos em uma curva ascendente. É difícil dizer quando será o pico porque depende de vários fatores e um deles é a educação da população. Se as pessoas fizerem o recomendado, esses casos começam a diminuir, mas se não houver uma conscientização o número pode continuar alto”, explana.

O secretário também comentou que as pessoas têm respeitado mais as medidas de contenção determinadas pelo decreto que instituiu o Distanciamento Social Controlado. “Nos últimos dias nós percebemos uma melhora, mas infelizmente tem uma parte da população que não cumpre, não quer usar máscara, manter o distanciamento e isso é muito ruim porque mais gente pode se infectar. Precisamos que todos continuem seguindo as orientações básicas de saúde”, orientou.

Até nesta quinta – feira, segundo informações do boletim diário sobre Covid919, Rondônia possui 2.499 casos confirmados da doença, 844 pacientes recuperados e 90 óbitos.