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Piscicultura de Rondônia agrega valor e qualidade para os mercados mais exigentes

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Um dos cinco passos para uma alimentação segura da Agenda 2030 das Nações Unidas é o cultivo da comida com segurança, que busca garantir um suprimento suficiente de alimentos seguros em nível global, minimizando seu impacto ambiental, adaptando-se às mudanças climáticas e com adoção de boas práticas.

Francisco de Assis Sobrinho, gerente técnico da Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), explica que a piscicultura de Rondônia é sustentável. “Pois todos os cuidados no manejo com a qualidade da água, análise de solo, questões sanitárias e a restrição da introdução de espécies exóticas têm contribuído com as boas práticas na produção de um alimento com valor agregado e qualidade que atende os mercados mais exigentes,” destaca Sobrinho.

Para Maria Mirtes Pinheiro gerente de aquicultura e pesca da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o modelo que há décadas vinha sendo explorado no Estado, o qual extraía os peixes dos rios, resultava em pressão sobre os cardumes e a dinâmica populacional nos rios. E com isso, a capacidade de recuperação dessa população, na média de indivíduos por espécie dentro deste recurso hídrico ia se limitando.

“Durante a última década temos observado o que vem acontecendo com a pesca extrativista. Pois não estava mais conseguindo atender a demanda do mercado que era crescente. Por causa da diminuição da dinâmica populacional dos cardumes das espécies que são comerciais, como o tambaqui. E foi justamente esse um dos motivos que o peixe de cultivo ocupou o espaço ocioso que o extrativismo impôs,” explica Mirtes.

PRODUÇÃO EM RONDÔNIA 

O sistema de produção de peixes na piscicultura rondoniense é constituído principalmente por viveiros semi-intensivo, ou seja, que proporcionam alimentos naturais para os peixes, garantindo maior qualidade e reduzindo custos de produção.

Nesse contexto a assistência técnica da Emater tem contribuído muito com a atividade piscícola. Atuado junto aos piscicultores desde da escolha da área, na construção dos tanques, nas questões sanitárias, na escolha dos alevinos e na orientação do arraçoamento. “Enfim a gente acompanha desde a implantação do viveiro de produção até a comercialização,” comenta sobrinho.

“O sistema semi-intensiva de produção não pressiona o meio ambiente na mesma intensidade que a exploração extrativista com fins comerciais e outros sistemas de produção, com densidade de estocagem maior, com aporte de nitrogênio e fósforo mais elevados que comprometem a qualidade dos efluentes gerados. Pois possui mecanismos de controle da qualidade da água para proteger os efluentes no retorno da água ao curso natural do rio,” esclarece Mirtes.

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