Connect with us

Hi, what are you looking for?

Entretenimento

POR QUE CHORAS, TIK TOKER?! – Por Álisson Chaves

Que a década de noventa foi a do absurdo já é consenso: valia de tudo, só o bom senso que nem sempre era chamado, coitado. Os noventistas (saudosistas e amantes daquela época, como eu, a cada dia se espalham forte igual vírus de computador). A moda na web tem sido vídeos brincando com a ginga dos nascidos em 80/90 versus a suposta ginga do povo 2000, também conhecidos como geração TikTok. De cara a gente percebe que toda guerra de geração é sempre desnecessária, mas essa especificamente mostra algumas coisas “além do que se vê”.

SUCESSO NA WEB: Vídeos que comparam a energia de dançar de cada geração bombam na rede

Os nascidos em 2000 ou 2010 pra cá dançam muito (quantidade) e se expõem sem economia em variadas plataformas digitais. Bom para eles, principalmente aos que ganham uma nota preta. O swing geralmente não é lá muita coisa e trago uma hipótese – bem da famosa fonte “vozes da minha cabeça”, mas uma hipótese – A antiga “época dos sem juízo” a essência do fazer era bem mais forte que o aparecer. Mas o fazer ganhava de goleada mesmo sem a menor da piedade. Os “80/90” não tinham acesso a tecnologia de ponta, nem mesmo os que nadavam no dinheiro podiam se conectar com o mundo a poucos toques, na palma da mão e a qualquer instante. (Tamagushi não conta, viu?). Então quem ia para um show, independente do estilo musical, ia para se acabar e suar horrores. Até então não tinha a ditadura dos ritmos e outro ponto é que os dançarinos muitas vezes eram a estrela da banda. Percebo que para o povo 2000 os dançarinos só compõem a cena e vida que segue.

Resumindo o que percebi nos vídeos de combate de gerações: A galera nascida “80/90” tinha mais ginga e pouca noção, já os nascidos 2000/2010 seguem mais a linha “Minha imagem, Minha vida”. Dando um exemplo de show, dançante ou não, a maior parte do público 2000 fica mais interessado em filmar o que está acontecendo do que qualquer coisa. É a tecnologia que vai dando o seu recado e moldando o comportamento do público. Anos antes, na década do absurdo, o que ocorreria era o povo cair no chão muitas vezes ou cumprir o lema “O que acontece na farra, na farra fica”.

Não há geração melhor ou pior, isso nunca pode ser mensurado, mas que os “80/90” tinham mais swing, tinham sim. Pode testar!

 

 

Sobre o Autor

Álisson Chaves, cria de Porto Velho/RO, graduado em Publicidade e Propaganda, presta serviço para agências e produtoras de comunicação e é autor do livro “30 Contos que Escrevi e Fiz de Tudo pra Não Te Contar”.

Além de apaixonado por dança, esporte e prosa, o portovelhense que é bairrista quase totalmente assumido, sonha por um país mais comprometido, sustentável e livre de mimos e idolatria a políticos.

Faça um comentário

Você pode gostar

Brasil

Em 09 de julho de 2020 o senador Randolfe fez uma live com seus heróis médicos, que salvaram muitas vidas no Amapá usando um...

Brasil

    Na minha contínua necessidade de “ler o mundo”, um dos caminhos é a leitura de jornais. Essa “troca de ideias” com pessoas...

Contraponto

[Tendo em vista (i) o impacto dos acontecimentos recentes na França e (ii) a profundidade da análise feita por Theodore Dalrymple, peço licença a...

Rondônia

O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulga balanço...