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Praça Jônatas Pedrosa: o coração da 7 de setembro – Por Rita Vieira

Praca Jônatas Pedrosa, década de 1930

Hoje, continuando o especial sobre praças de Porto Velho, quero conversar com você, meu leitor, sobre uma outra praça, também muito antiga, no coração da avenida 7 de Setembro, que é pouquíssimo conhecida pelos moradores desse município, principalmente aqueles que chegaram recentemente à essas paragens do poente.

A referida praça, passou os últimos 6 anos sendo abrigo dos camelôs e ambulantes, que perderam seus espaço no shopping popular, após a cheia histórica do Rio Madeira, em 2014.
Durante a gestão municipal de Roberto Sobrinho, essa praça foi reformada e revitalizada, mas, na gestão seguinte, após a enchente, a prefeitura transferiu os camelôs para lá provisoriamente e os esqueceu na praça e esqueceu também da praça.

Praça Jônatas Pedrosa, revitalizada no início dos anos 2002

O nome dela é uma homenagem ao ex-Governdor do Estado do Amazonas, Jônatas Pedrosa, responsável pela criação do município rural de Porto Velho, em 1914, que quando nasceu, pertencia ainda ao Estado do Amazonas.

Jônatas Pedrosa, ex-governador do Amazonas

Antigo bar Café Santos, esquina das ruas Prudente de Morais e 7 de setembro.

Os mais antigos chegam a dizer que ela sim, foi a primeira praça de Porto Velho, sempre cercada por grandes comércios famosos, localizada na avenida 7 de Setembro com a Barão do Rio Branco.

A referida área foi testemunha de muitos eventos e empresas que marcaram a história de Porto Velho, como a própria sede antiga do Jornal O Alto Madeira, que se localizava em frente à praça ou mesmo o famoso “Café Santos”, bar/restaurante na esquina da rua Prudente de Morais com 7 de setembro.

Sede antiga do Jornal O Alto Madeira, rua Barão do Rio Branco, de frente para a Jônatas Pedrosa

Em 1984, um vereador evangélico, chamado Waldemar Marinho, tentou mudar o nome da praça para Praça da Bíblia, construindo, inclusive, um monumento no meio dela, fazendo referência à bíblia sagrada, mas, o nome não pegou.

No final da primeira gestão do atual prefeito, ele e alguns vereadores, retiraram os ambulantes e camelôs da praça, iniciando um processo de revitalização do espaço, completamente destruído após ter servido como camelódromo. Alguns moradores de Porto Velho se assustaram, quando em maio de 2020, viram um clarão no meio da 7 de setembro, pois nem lembravam que a Jônatas Pedrosa existira ali.

Praça revitalizada em 2020, após a retirada de ambulantes e camelôs

Sobre a autora:

Rita Vieira

Formada em História pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), professora de História na Escola João Bento da Costa e Medquim Vestibulares, especialista em Segurança Pública e Direitos Humanos, além de estudiosa e pesquisadora da História Regional.

Contato: ritaclaravieira@gmail.com

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