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Jornalista desde 1989. Trabalhou nos jornais Estadão do Norte, O Guaporé e Diário da Amazônia.  Cobriu eleições para a Agência Estado. Trabalhou no Governo de Rondônia por quase 20 anos. Foi assessora parlamentar durante 12 anos no Congresso Nacional. É graduada pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), com especialização em Ciências Políticas pela Unilegis, Universidade do Legislativo Brasileiro.   Entre em contato. Email maraparaguassu1@gmail.com    
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Projeto estimula estudante de Porto Velho a ser “fiscal ativo” do ambiente escolar

No início de agosto será feito o treinamento de cerca de 2 mil alunos selecionados para o projeto, de 8 escolas estaduais.

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Estimular a cidadania, gerando o senso de pertencimento do que é público, conquistado com o dinheiro dos impostos da população. Este é um dos objetivos do projeto Estudante Auditor, desenvolvido a partir de termo de cooperação assinado entre a Controladoria Geral do Estado (CGE) e Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em fevereiro, e que está sendo desenvolvido em etapas.

“O estudante será um fiscal ativo do ambiente escolar. Este é um projeto de conscientização do estudante, para levar senso de pertencimento do que é público. Não só o estudante, mas qualquer pessoa faz parte do controle social”, considera o controlador-geral do Estado, Francisco Lopes Netto.

Entrevistado esta semana do programa “Como Vai Rondônia”, do portal ORondoniense, o controlador-geral disse que no fim das férias, início de agosto, será feito o treinamento de cerca de 2 mil alunos selecionados para o projeto, de 8 escolas estaduais, localizadas em todas as áreas da cidade.

“Primeiro assinamos o termo de cooperação, o secretário da Educação é um entusiasta do projeto, depois fizemos o lançamento para todas as gerências de Ensino, posteriormente treinamento para os diretores das escolas e por derradeiro, no último dia 8 de julho, houve o treinamento para monitores”, explica Francisco Netto.

Na volta às aulas, em agosto, os alunos, de posse de um aplicativo irão em equipe auditar os ambientes das escolas – biblioteca, quadra esportiva, cozinha, sala de aula etc. O aplicativo, segundo Francisco Netto, foi desenvolvido nos Estados Unidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para detectar problemas na cidade. “É gratuito. Nós pegamos, reformulamos a tecnologia, colocamos em campanha para a educação”, diz. Rondônia é o primeiro estado da região Norte a se beneficiar com este aplicativo, e o quarto estado do país.

O relatório que os estudantes irão gerar após vistoriarem os ambientes das escolas é gerado automaticamente pelo sistema. O controlador Francisco Netto cita exemplos do que devem verificar.

“O alimento está com data de validade expirado? Sim ou não?. Tira foto no aplicativo. As quadras estão seguras, tem algum risco ? As merendeiras estão usando luvas e toucas? Sempre com evidência, colocando no aplicativo. Isso vai gerar automaticamente um relatório, vão entregar para o diretor e os estudantes irão dar um prazo para que sejam tomadas as providências”, explica.  A direção da escola se compromete a dar o retorno, e a Controladoria Geral do Estado vai monitorar as atividades.  

Os estudantes do projeto Estudante Auditor serão premiados. “Isso é só o começo de uma revolução no controle”, afirma Francisco Netto.   

Participam do projeto estudantes do 8° e 9° do ensino fundamental. As escolas estaduais são a Professor Roberto Pires, Colégio Tiradentes da Polícia Militar, Professor Eduardo Lima e Silva, Centro Educacional Maria de Nazaré, Flora Calheiros Cotrin, Daniel Néri da Silva, Marechal Castelo Branco e Murilo Braga.

“Na próxima nós pensamos em  auditar o transporte escolar. O  ônibus veio no dia e horário certos? Sim ou não?. O ônibus tem extintor de incêndio? O motorista está identificado? Olha só o controle rápido, efetivo e barato e com senso de pertencimento à população. E a tendência é que isso vai virar uma permanência no serviço público,” diz.

Para Francisco Netto, os internautas têm uma função importante de formar opinião. “O monitoramento dos atos e ações públicas é feito pelos órgãos de controle mas o cidadão tem um papel especial nisso daí; ele que sente lá na ponta, e ele é que tem o dever também de denunciar as irregularidades e dever de acompanhar,” analisa. O controlador-geral agradeceu o portal ORondoniense por veicular “conteúdos de qualidade.” “Eu me sinto bastante honrado de estar aqui,  para municiar a população, para gerar essa opinião tão importante. Então, num foro de discussão como esse fico bastante contente e tenho certeza de que qualquer outro convidado ficará bastante lisonjeado tanto quanto eu”, concluiu

Assista a entrevista de Francisco Netto:

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