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Qual o impacto das mídias no corpo e na personalidade dos jovens

Nos últimos anos, os estudos que envolvem a imagem corporal de crianças e jovens têm evidenciado um aumento da insatisfação com o próprio corpo.

As mídias sociais é uma estrutura composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que compartilham valores e objetivos comuns. Uma das fundamentais características na definição das redes é a sua abertura, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes.

A imagem corporal é compreendida como a “figuração de nosso corpo formada em nossa mente”. Ela é um construto complexo e multifacetado que se subdivide em duas dimensões: perceptiva e atitudinal é definida a primeira como a exatidão no julgamento do tamanho, da forma e do peso corporal e a segunda envolvem pensamentos, sentimentos e comportamentos relacionados ao corpo.

A insatisfação corporal é um componente da dimensão atitudinal e se refere à avaliação subjetiva negativa do próprio corpo, destacam que 50% dos meninos e meninas pré-adolescentes com idade entre 8 e 11 anos demostraram desejo de ser mais magro.

Outro fator importante é que meninos pré-adolescentes apresentam preocupações com a autoimagem iguais a homens adultos, e a identidade tanto sexual como de personalidade e em pesquisas mostram que metade dos meninos entre 8 e 11 anos demonstravam estar buscando o aumento da massa muscular.

Estudos destacam não estarem surpresos com esses achados em razão dos efeitos do acesso as imagens e informações por parte dos meninos originárias das mensagens visuais ligadas à aparência e ao físico com fortes tendências de padronizar os corpos.

Destacam a vulnerabilidade das crianças e jovens frente às constantes mensagens sociais que tentam definir um padrão corporal, que nos meninos tendem a ser fortes e nas meninas terem corpos fitness.

A idealização desses corpos é recorrentemente veiculada nas mídias, nos dias de hoje. As mídias digitais têm se tornado protagonista.

O surgimento de canais de Youtubers e dos chamados “digital Influencers” pode estar reforçando ainda mais essas modificações.

O que vai em direção aos apontamentos de Harrison e Hefner (2009) de que o reforço desses padrões de corpo dos jovens é transmitido por agentes socioculturais, como a mídia e os pares.

Pesquisadores como Neves et al. (2017) destacam que estudos assinalaram a indigência de programas que intervenham com intuito de prevenir o incremento de imagem corporal negativa em crianças. Nesse aspecto, programa de intervenção tem grande potencial e iniciativas como essas devem ser incentivadas.

A tecnologia trouxe facilidades para o nosso dia-a-dia, entretanto, criou também uma necessidade frequente de estar conectado. Levamos em conta que atualmente a tecnologia deixou de ser um simples diferencial para se tornar uma necessidade. O ser humana expressa uma vontade cada vez maior de estar informado.

Isso pode gerar ansiedade, dependência e estresse. Precisamos aprender a lidar com os momentos de estresse, assim como, compreender até que ponto as novas tecnologias poderão influenciar em nosso modo de viver e conviver.

Vale a pena ressaltar que a utilização da tecnologia, mais especificamente as redes sociais, não acarreta em dano algum ao ser humano mas, em contrapartida, seu uso desregrado pode contribuir para surgimento de algumas doenças.

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