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Reforma da Previdência: Alguém precisa explicar isso ao povão

Duvido que apareça algum cartaz em defesa da reforma nas manifestações

Porque diabos, afinal, é fundamental a reforma da Previdência, para o país e para cada um de nós, do povo, que não habita a ilha da fantasia dos supersalários e das superaposentadorias? Taí um tema para “Carlutcho” Bolsonaro pautar seu exército de robôs e imbecis replicantes nas redes sociais.

Seria, finalmente, um trabalho meritório a favor do país. Até agora ele tem se dedicado apenas a fofocas, potocas, alcagüetagens e outras boiolagens, que empurram o governo paras trás e o país para baixo. E ainda tem, na “tarefa”, o apoio do primo e “melhor amigo” Leo Índio, nomeado assessor parlamentar do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) com salário de R$ 14.802,41, em escancarado nepotismo cruzado, típico da tão execrada “velha política”.

O que realmente interessa é que a população precisa saber que não há alternativa para o país fora da reforma. O rombo da previdência chegou a R$ 280 bilhões em 2018. Cresceu 8% no ano. A tendência é pelo agravamento. Só em janeiro deste ano o regime geral da Previdência arrecadou R$ 32,3 bilhões e gastou R$ 46,1 bilhões, para acrescentar R$ 13,8 bilhões ao rombo do ano passado.

A diferença entra na conta do governo. Mas o governo não produz dinheiro. Apenas administra o que arrecada de cada um de nós. Então a grana sai do bolso de cada brasileiro, mesmo de quem não trabalha. A mordida acontece a cada vez que você coloca a mão no bolso para pagar uma conta, não importa se da cerveja, do pão ou da gasolina dolarizada.

Pior é que mesmo o governo não consegue arrecadar, com tudo o que já tira de cada um de nós, dinheiro suficiente para cobrir o déficit. Isso vem acontecendo desde 2014, último ano de superávit primário nas contas governamentais.

Então, para cobrir o furo e fechar as contas o governo precisa aumentar a dívida. É aí que entra o segundo maior rombo nas contas: o pagamento de juros. E quanto mais deve, maior o risco de não conseguir pagar. E isso eleva as taxas de juros.

Uma alternativa seria mais impostos. Mas o governo sabe que isso não é possível sem uma forte contrapartida em inadimplência, em quebradeira generalizada, mais desemprego, informalidade, queda no consumo e recuo, ao invés de elevação, da arrecadação.

Outra possibilidade seria o aumento da inflação. O governo emite moeda, estimula a queda de seu valor real e paga as dívidas pelo valor nominal. Verdadeiro conto do vigário que o Brasil conhece bem. O problema é que a inflação passada serve de parâmetro para o aumento de preços futuros.

Com isso, ela se retroalimenta e gera um crescimento exponencial como ocorreu no Brasil, quando os índices chegaram a 2.491% ao ano.

Com esse cenário, fica evidente que só existe uma solução menos traumática. É exatamente a reforma da previdência, cujo modelo está falido e tende a arrastar para o buraco toda a economia. Existem, claro, culpados pontuais por esta situação dramática. Mas, no conjunto, o problema é um só: a população está envelhecendo e cada vez tem mais gente recebendo e menos contribuindo. Não tem como dar certo.

Isso precisa ser explicado a todos. Mas duvido que, nas manifestações a favor do governo programadas para este domingo, apareça algum cartaz em defesa da reforma.

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Carlos Henrique Angelo
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