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Rififi e Força do mal são os destaques do volume 4 da coleção Filme Noir – Por Humberto Oliveira

Esta coleção lançada pela Versátil, desde do primeiro volume, tem maravilhado os colecionadores com tantos clássicos do cinema noir. No volume 4, por exemplo, os destaques são Rififi, 1955, um dos melhores e mais imitados dos filmes de assalto, dirigido por Jules Dassin e Força do mal, 1948, com roteiro e direção de Abraham Polonsky, estrelado por John Garfield, protagonista de mais três longas metragens deste volume – Por amor também se mata, 1951, de John Barry, último trabalho do ator, Corpo e alma, 1947, de Robert Rossen e Redenção sangrenta, 1950, dirigido por Michael Curtiz (Casablanca, As aventuras de Robin Hood), baseado em conto de Ernest Hemingway, são os outros filmes.

O último longa da caixa, Homens em fúria, de Robert Wise (Noviça rebelde, Jornada nas estrelas, o filme), tendo no elenco Robert Ryan, Harry Belafonte e Glória Grahame (Os corruptos, Assim estava escrito e ganhadora de dois Oscar de melhor coadjuvante). Ryan e Belafonte são contratados para um assalto, porém, o racismo do primeiro coloca tudo a perder. Como quase todos os filmes do gênero, o final é inesperado e trágico. Este longa tem roteiro também de Polonsky.

Quanto A força do mal e Corpo e alma, segundo Martin Scorsese, são filmes que influenciaram produções suas como Caminhos perigosos, Touro indomável e Os bons companheiros. A força do mal  é o primeiro filme dirigido por Abraham Polonsky, que ficou 21 anos sem realizar outra produção. Seu nome estava na lista negra à época da caça às bruxas nos Estados Unidos, por conta de suas atividades como simpatizante do comunismo. Scorsese lembra que o filme não foi bem recebido pela maioria dos críticos norte americanos, mas na Europa, fez sucesso e logo passou a ser cultuado por suas inúmeras qualidades. Anos depois, Força do mal, reavaliado na América, ganhou o status merecido de clássico do gênero.

Trailer da coleção Noir: