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Saiba as diferenças entre lockdown e distanciamento social ampliado e seletivo

Você que está lendo esse post certamente está cumprindo com todo cuidado o distanciamento social que nos foi recomendado pelas autoridades de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde. E é possível também que nos últimos dias você tenha visto no noticiário a possibilidade de o Brasil passar a admitir em sua estratégia o distanciamento social seletivo.

Mas… Calma… Não é tudo a mesma coisa?

Não, não é. Esse conteúdo é justamente para te explicar as diferentes estratégias para conter a propagação do novo coronavírus.

Mas você não está de todo errado por tomá-los como semelhantes, afinal. A premissa de qualquer distanciamento é evitar que a transmissão ocorra de maneira descontrolada e cause um colapso no sistema de saúde.

Os detalhes você vai encontrar a seguir. Acompanhe!

Distanciamento Social Ampliado

A estratégia do distanciamento social ampliado (DSA) tem como principal característica valer para todo mundo, qualquer grupo, independentemente de faixa etária e profissão. A exigência é que todos os setores da sociedade permaneçam em casa enquanto durar o decreto de distanciamento editado pelos gestores públicos.

É considerada eficaz para reduzir a velocidade da propagação do novo coronavírus, uma vez que impede aglomerações. Consequentemente, evita também que as pessoas possam contaminar umas as outras devido à proximidade. Com isso, a rede de saúde ganha tempo para se equipar com leitos, respiradores, EPIs, testes laboratoriais e recursos humanos (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, bioquímicos, biomédicos e epidemiologistas).

Essa estratégia é adotada pelos estados do Brasil, por recomendação do Ministério da Saúde e OMS, se prolongado, de fato, o distanciamento social ampliado pode causar impactos significativos na economia.

No entanto, ele é essencial para evitar a aceleração descontrolada da Covid-19. Isso provocaria colapso no sistema de saúde e também prejuízo à economia.

Distanciamento Social Seletivo

O Brasil, ao contrário do Ministério da Saúde, defende adoção da estratégia de distanciamento social seletivo (DSS), a medida tem sido chamada também de “isolamento vertical”. Nesse caso, ficam isolados apenas os grupos com risco de desenvolver a Covid-19 ou de apresentar quadros mais graves da doença, como idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, cardiopatias etc.) ou em condições de risco (ex.: obesidade e gestação de risco).

Pessoas com menos de 60 anos ou assintomáticas podem circular livremente nessa estratégia, porém isso não elimina a possibilidade de contaminação do grupo de risco, já que as pessoas mais vulneráveis continuarão em contato com pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Isso deixaria a situação fora de controle.

No caso do Reino Unido ilustrou bem as fragilidades do distanciamento social seletivo. O país usou essa estratégia no início da epidemia, mas precisou recuar diante da estimativa de aceleração descontrolada dos casos. Para que o sistema de saúde tivesse condições de suportar a demanda, o Reino Unido adotou o lockdown.

O distanciamento social seletivo pode ser eficaz quando garantidos os condicionantes de suporte aos pacientes infectados pelo novo coronavírus. A estratégia permite a retomada da atividade laboral e econômica, a criação gradual de imunidade de rebanho de modo controlado e a redução de traumas sociais decorrentes do isolamento.

Bloqueio total ou lockdown

Nesse cenário, todas as entradas do perímetro são bloqueadas por profissionais de segurança. Além disso, ninguém tem permissão de entrar ou sair do perímetro isolado. O objetivo é mesmo interromper qualquer atividade por um curto período de tempo.

Alguns países adotaram o lockdown para enfrentar o avanço do novo coronavírus.

Entre eles estão: Hungria, Dubai, África do Sul, Arábia Saudita, Índia, China, Jordânia, Argentina, Bélgica, Malásia, França, Espanha, Kuwait, Irlanda, Noruega, Dinamarca e Itália.

A medida custa alto para a economia,em contrapartida, é eficaz para reduzir a curva de casos e dar tempo para o sistema de saúde se reorganizar em caso de aceleração descontrolada de casos confirmados e óbitos. Relatório do Ministério da Saúde brasileiro aponta que os países que o implementaram num momento crítico conseguiram sair mais rápido daquele cenário.

Por – sanarmed