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Secretário Fernando Máximo apresenta a proposta hospitalar exclusiva para pacientes de COVID – 19

Na coletiva de imprensa na manhã desta quinta – feira (23), o secretário do Estado de Saúde, Fernando Máximo atualizou as informações dos servidores do Pronto Socorro João Paulo II, em relação ao CIVD – 19.

Segundo Máximo, ainda está sendo realizado 25 exames diários, sendo estes agendados com os servidores do JPII. Dos mais de 200 servidores, segue o número de resultados:

  • 60 pacientes afastados;
  • 35 aguardando resultados dos exames;
  • 25 realizarão exames hoje;
  • 75 negativos e voltarão a trabalhar;
  • 58 positivos.

Fernando Máximo ao ser questionado comentou os casos da cidade de Ariquemes, segundo consta diariamente nos boletins do COVID – 19, a cidade tem crescido significativamente. O secretário informou que segundo consta investigação inicial da polícia, ao que parece é que pacientes da cidade de Ariquemes estavam nas festas denominadas coronafest, em Porto Velho, em algumas semanas. Porém, o secretário não quis comentar muito sobre o assunto, pois se trata de uma das investigações que estão sendo feitas para que identifique o crescimento de pessoas com covid-19 no estado.

Prontocords

A coletiva de imprensa na manhã desta quinta – feira (23), foi realizada em um dos prédios do Hospital Prontocords, na ala da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), para apresentar a estrutura do local em que o Governo do Estado tem negociado para tornar em um hospital exclusivo no atendimento à pacientes de COVID – 19.

O secretário falou que o Governo realizou um contrato de dispensa de licitação, na qual a proposta do Hospital Prontocords foi a mais vantajosa em relação as demais, tendo em vista as exigências solicitas pelo Governo do Estado de Rondônia. O contrato será assinado em breve.

Secretário ainda informa que a locação se trata do hospital inteiro, incluindo equipe médica, técnicos e demais especialistas, somente para atender pacientes de coronavírus. Fernando explica que, experiencias de outras localidades que passaram e ainda estão passando pela pandemia, mostraram que unidades de saúde que possui diversos pacientes, incluindo os de coronavírus acabam não surtindo resultados positivos, pois os pacientes de COVID – 19 acabam contaminando os demais, havendo a necessidade de um hospital especifico para atender pacientes de coronavírus.

Fernando Máximo comenta que o local possui 50 leitos clínicos, uma UTI de alto padrão para 12 leitos, além do contrato que deixa o hospital à disposição, com toda equipe médica e técnica, em um total de 170 funcionários, incluindo insumos médicos à disposição do Governo do Estado, tornando-se um hospital de atendimento e tratamento completo para pacientes de COVID – 19.

Realmente há necessidade?

Para Fernando, há grandes chances que o Estado necessite de um hospital exclusivo para o atendimento e tratamento de pacientes de coronavírus. Segundo ele, depois de avaliar os cinco últimos dias, os números de pessoas contaminadas subiram de 160 para 250 pacientes confirmados, além do crescimento de pessoas internadas nos últimos dias. Máximo fala que este comportamento é semelhante aos demais estados, como Amazonas, porém, a antecipação das ações do Governo, leva à Rondônia se preparar para um eventual pico de contaminação.

Por que um hospital Particular e não um de campanha?

O secretário de saúde explicou porque a necessidade de locação de um prédio completo e não um hospital de campanha como os demais estados tem feito. Para ele, os custos para estruturar um hospital de campanha não seria vantajoso. Possui uma estrutura temporária, necessitando desmontar, também não virá com equipe médica especializada e nenhum medicamento, e diante da necessidade de urgência para preparação de um possível pico, os custos com um hospital fechado é mais vantajoso para o Estado.

Fernando reforçou que o complexo hospitalar possui dois prédios, sendo o recém inaugurado exclusivo e fechado para o Governo do Estado para pacientes de coronavírus.

Por fim, o secretário comentou sobre o estudo de impacto do COVID – 19 apresentado pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR) em parceria com o Cremero, no início do mês de março. Para ele, foram estudos de possibilidades e que não aconteceram no estado, porém, por ser um estudo de impacto e não ter acontecido, não quer dizer que estavam errados. Entretanto, o secretário reforça que os números apresentados não ocorreram devido as ações do Governo que vinha antecipando medidas desde fevereiro com compra de equipamentos e com agilidade em medidas de isolamento social, que resultou na diminuição das incidências de casos.

Até na manhã desta quinta-feira (23), Rondônia possui 250 casos positivos de coronavírus, sendo que 18 pessoas estão internadas, sendo 5 delas, em estado grave, na UTI.

Camila Lima, ORondoniense

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Rondoniense

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