Blog da Mara | Opinião e Notícia

Jornalista desde 1989. Trabalhou nos jornais Estadão do Norte, O Guaporé e Diário da Amazônia.  Cobriu eleições para a Agência Estado. Trabalhou no Governo de Rondônia por quase 20 anos. Foi assessora parlamentar durante 12 anos no Congresso Nacional. É graduada pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), com especialização em Ciências Políticas pela Unilegis, Universidade do Legislativo Brasileiro.   Entre em contato. Email maraparaguassu1@gmail.com    
Entrevista

Sedam avança na consolidação do plano de resíduos sólidos para Rondônia

Ele contem a destinação das áreas suscetíveis à criação de aterros sanitários dos municípios, criação de consórcios, prazo para extinção de lixões e adequação de aterros.

Com a realização da última oficina no dia 17 de junho, em Porto Velho, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) avança na consolidação do conteúdo do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS), documento que irá estabelecer metas e prazos para a solução de tratamento adequado do lixo produzido pela população urbana e rural em Rondônia. A apresentação do documento está prevista para o dia 17 de julho.

“Eu diria que as oficinas foram um sucesso, tanto na capital quando no interior. Em número de inscritos tivemos mais de 700, e  tanto em Vilhena, Ji-Paraná e em Porto Velho tivemos um público extremamente qualificado, interessado e participativo”, avalia o geógrafo Anderson Criston Alves, analista ambiental da Coordenadoria de Recursos Hídricos (Coreh), responsável pela implementação do PERS.

Anderson Criston, analista da Sedam.

Ao Blog da Mara, Anderson falou sobre o plano agora a partir do encerramento da participação social com as oficinas:

Blog da Mara –  As oficinas previstas foram concluídas, a última delas em Porto Velho, no dia 17 último. Agora, o que acontece com a implementação do PERS?

Anderson Criston –  Agora é a etapa de formatação do documento final, que vamos apresentar em solenidade do governo no dia 17 de julho, evento interno mas aberto aos que contribuíram para sua elaboração, aos que participaram das oficinas.  

Blog da Mara –  O que exatamente o documento inclui, e ele poderá ser alterado?

Anderson Criston – Ele vai incluir sugestões governamentais, setor privado e sociedade civil, com metas e prazos para as ações aprovadas nas discussões. Inclusive a retirada de objetivos. Será apresentado todo o conteúdo, incluindo os resultados das audiências públicas e oficinas, que foram espaços de discussão dos detalhes. O documento é a consolidação de toda a participação popular.

Blog da Mara – Como você define o PERS?

Anderson Criston – A Floran, empresa que ganhou licitação, fez estudos para que o plano fosse implementado. Ele é um grande plano diretor, na verdade, com diretrizes, metas e objetivos para sua execução, e pode ser alterado daqui a algum tempo. Ele contem a destinação das áreas suscetíveis à criação de aterros sanitários dos municípios, criação de consórcios, prazo para extinção de lixões e adequação de aterros e policias sociais e econômicas para os catadores.

Blog da Mara – Então existe um diagnóstico da situação da coleta de lixos nos municípios?  

Anderson Criston – Não apenas diagnóstico como também prognósticos.  Fizemos estudos para ver como está a situação dos municípios, os que tem aterro ou lixões próprios, quais os que estão interessados em fazer consórcios, por questão de custo, eficácia, logística e também fazemos prognóstico considerando a previsão de população para os próximos anos. Então temos metas de curto, médio e longo prazo. Por exemplo, a população rural tem um consumo x de quilos por lixo então  vai ser bem diferente a solução para a  produção de lixo quilos/dia da população urbana  

Blog da Mara – Porto Velho, a capital com indicadores ruins em saneamento e tratamento do lixo, preocupa muito?

Anderson Criston – Preocupa muito principalmente pelo tamanho do município, tamanho da população e por ter uma população urbana muito significativa. Tem município em que há uma população grande mas boa parte é rural, e não há tantos resíduos de produtos oriundos da indústria. Temos municípios afetados por cheias, que afetam áreas urbanas, e a destinação dos lixos, dos aterros, tem que considerar as diferentes características de nossa região amazônica.    

Blog da Mara – Qual sua avaliação sobre a participação nas oficinas?

Anderson Criston –  Diria que foi um sucesso, tanto na Capital quanto no interior. Em número de inscritos tivemos mais de 700, e tanto em Vilhena, Ji-Paraná e Porto Velho tivemos um público extremamente qualificado, interessado e participativo. Foi um dos maiores eventos que a Sedam realizou. O Coreh nunca mobilizou tanta gente, tivemos pouco tempo, e inicialmente pensamos numa logística e tivemos que mudar para atender a quantidade de inscritos. O público incluiu profissionais da saúde, obras e construção, meio ambiente, assistência social, muitos universitários, sindicatos da construção civil, dirigentes lojistas, grandes e pequenos produtores de resíduos e catadores, mobilizados por nós com apoio de um ônibus do Batalhão Ambiental, pelo qual agradecemos muito. Queríamos muito a presença deles.  As oficinais foram lindas, a população sugeriu e melhorou o documento posto, e o documento que vamos entregar em julho será um dos melhores documentos que já produzimos com participação das pessoas.   

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