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Educação

Segundo a Unesco: metade dos alunos do mundo estão sem aula por causa do coronavírus

A metade dos estudantes de todo o mundo não podem acompanhar as aulas em escolas ou universidades devido ao combate a pandemia da doença Covid-19 causada pelo novo coronavírus. De acordo com dados divulgados pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) nesta quarta-feira (18/03), 850 milhões estão sem atividades escolares.

Segundo os dados divulgados, 102 países mantêm totalmente suspenso o sistema educacional e outros suspenderam parcialmente as atividades para frear o avanço do vírus.

No início do mês, a Unesco já alertava que mais de 290 milhões de alunos não podiam frequentar de maneira presencial as aulas em 13 países e estavam frequentando parcialmente.

“A escola e a velocidade que as escolas e universidades têm sido fechadas representa um desafio sem precedentes para a Educação”, destacou a Unesco, que se colocou à disposição dos países afetados para assessorar no ensino a distância. Em paralelo, a Organização realiza reunião virtuais periódicas com os ministros da Educação de todo o mundo — como a que ocorreu no dia 10 de março passado — para compartilhar experiências e avaliar as necessidades prioritárias.

A Unesco anunciou que está em andamento uma Colisão Mundial junto com organizações multinacionais e o setor privado, junto a empresas como Microsoft e GSMA, “para ajudar os países a desenvolver sistemas de aprendizagem a distância com o objetivo de reduzir o impacto da suspensão das aulas e manter o contato social com os alunos.”

Para a diretora geral da Unesco, Audrey Azoulay, a situação criada pelo Covid-19 impõe aos países “desafios para proporcionar uma aprendizagem ininterrupta a todas as crianças e jovens de maneira igual.” Azoulay considerou que a crise do coronavírus poder ser “uma boa oportunidade para repensar a educação, ampliar a aprendizagem a distância e tornar os sistemas educativos mais resistentes, abertos e inovadores.”

A subdiretora geral da Unesco, Stefania Giannini, alertou que as dificuldades se agravaram e a situação se amplia com o tempo. “As escolas, por mais imperfeitas que sejam, desempenham uma função igualitária na sociedade e quando se fecham as desigualdades se agravam”, afirmou, já que os alunos de famílias desfavorecidas têm menos oportunidades educativas fora da escola e muitas crianças não têm acesso a comida gratuita ou subvencionada.

  • Fonte: R7.com

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