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Senado dos EUA deve derrubar declaração de segurança na fronteira

O Senado dos Estados Unidos começou a debater, nesta quinta-feira, uma proposta para encerrar a declaração de emergência na fronteira sul do país feita pelo presidente norte-americano, Donald Trump, com republicanos suficientes indicando que irão apoiar a medida.

Trump, no entanto, já prometeu vetar o texto caso seja realmente aprovado.

A aprovação da medida seria a segunda vez nesta semana em que o Senado decide contra Trump. Na quarta-feira, senadores aprovaram uma resolução para pôr fim ao apoio dos EUA à coalizão liderada pela Arábia Saudita na guerra do Iêmen, rejeitando a política de Trump em relação ao reino.

Durante os dois primeiros anos do mandato de Trump, o Congresso, então controlado por republicanos, em geral acolheu Trump, que ainda não utilizou seu poder de veto. Isso pode mudar agora que o presidente tornou a declaração de emergência uma alternativa para conseguir bilhões de dólares em financiamento para um muro de fronteira, depois que o Congresso se recusou a fornecer os recursos.

Até agora, ao menos sete senadores republicanos disseram apoiar a medida aprovada em fevereiro pela Câmara dos Deputados, que é controlada por democratas. Ao menos quatro republicanos são necessários para aprovar o texto no Senado de 100 assentos, junto com 45 democratas e 2 independentes.

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, pediu que seus colegas republicanos rejeitem a medida, mas os senadores Mitt Romney e Lamar Alexander anunciaram que irão votar a favor do texto, se tornando os mais recentes republicanos a expressar oposição a Trump.

“Um voto de senadores republicanos pela resolução de hoje é um voto para (a presidente da Câmara dos Deputados) Nancy Pelosi, para o crime e para os democratas da fronteira aberta”, escreveu Trump em publicação no Twitter nesta quinta-feira.

Entretanto, é improvável que a medida se torne lei uma vez que é necessário o voto de dois terços do Congresso para derrubar um veto presidencial, o que Trump se comprometeu a fazer se a medida for aprovada nesta quinta-feira.

Reuters

O Rondoniense
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