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Sistema de Transposição de Peixes garante a migração das espécies no rio Madeira

Já é possível ver na estrutura grandes cardumes de curimbas, jatuaranas, pacus, além de exemplares de douradas, jaús e  pirararas.

A estrutura, que funciona desde 2011,  possui cerca de um quilômetro de extensão em seu canal principal e dez metros de largura.

Com a proximidade do início do período da piracema, no mês de novembro, aumenta a quantidade de cardumes que utilizam o Sistema de Transposição de Peixes (STP) da Hidrelétrica Santo Antônio. Já é possível ver na estrutura grandes cardumes de curimbas, jatuaranas, pacus, além de exemplares de douradas, jaús e  pirararas.

O STP é um canal que reproduz as características naturais do rio Madeira, incluindo sua vazão, possibilitando que os peixes ultrapassem a barragem da hidrelétrica e sigam normalmente seu curso pelo rio, garantindo a desova e a manutenção da atividade pesqueira. A estrutura, que funciona desde 2011,  possui cerca de um quilômetro de extensão em seu canal principal e dez metros de largura.

A bióloga da Santo Antônio Energia, Marcela Velludo, que é Doutora em Ciências com ênfase em Ecologia e Recursos Naturais, afirma que nestes sete anos o funcionamento do canal tem sido extremamente satisfatório.

Ela explica que para avaliar o funcionamento do STP são feitos monitoramentos rotineiramente. Um deles, usa  equipamentos de telemetria para obtenção e transmissão de dados a longa distância.

Os equipamentos são colocados nos peixes e o monitoramento é feito por antenas, instaladas ao longo do STP, que detectam a localização e até mesmo o movimento dos animais no canal.

Os equipamentos são colocados nos peixes e o monitoramento é feito por antenas, instaladas ao longo do STP

Outra forma de monitoramento utiliza uma marcação que é colocada na parte externa, perto da nadadeira do peixe, para que possa ser identificado quando for pescado. É dessa forma, por exemplo, que se constata até onde o peixe nadou depois que saiu do canal.

A terceira forma de acompanhamento acontece com a captura de peixes dentro da estrutura para identificação de espécies, com peso e medida, e a posterior soltura.

“Estes estudos avaliam a eficiência do STP e nos fornecem informações sobre a biologia e o comportamento dos peixes. Já sabemos, por exemplo, que o período prioritário para a migração dos peixes com a utilização do canal se concentra na época da piracema, porém, percebemos que várias espécies utilizam a estrutura durante todo o ano”, explica a bióloga.

Há registros de mais de 60 espécies diferentes de peixes utilizando o sistema de transposição como caparari, surubim, barba-chata, peixe lenha, babão, filhote, curimbatá, pintado, entre outros.

Vale salientar que na piracema é importante respeitar as proibições de pesca estabelecidas no período de Defeso para que não se prejudique a migração e a reprodução dos peixes rio acima.

O Rondoniense