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SLASHERS – Até os clássicos precisam de descanso – Por Humberto Oliveira

Sexta-feira de carnaval. Noite de chuva. Tempo ameno e perfeito para assistir a um filme de terror. Que tal encarar quatro produções oitentistas lançadas em dvd pela Versátil? Estou me referindo ao volume dois da coleção Slashers, que traz mais quatro pérolas do gênero.

O primeiro, Dia dos namorados macabro, de 1981, numa versão estendida e com muito sangue jorrando e mortes violentas. Numa cidade mineira, no dia dos namorados, um psicopata com uma picareta assassina jovens que resolveram fazer uma festa numa mina. O longa ganhou uma refilmagem em 3D, mas o resultado não superou as expectativas do público aficionado.

O segundo filme do pack, A matança, de 1982, um assassino com uma furadeira toca o terror numa festa do pijama organizada por colegiais. Em seguida vem Feliz aniversário para mim, de 1981, com a participação do veterano Glenn Ford, do clássico Gilda. Por fim, Noite infernal, de 1981, trazendo a eterna Megan, de O exorcista, a atriz Linda Blair, naturalmente precisando pagar algumas contas.

Adorados e cultuados pelos fãs, o gênero continua cativando o público, por exemplo, a temporada mais recente da série antológica American horror story foi inspirada nos Slashers, cujos criadores trouxeram para os anos 2000 o terror tranqueira e sanguinolento dos longínquos anos 1980.

Slashers

O Slasher é um subgênero do horror que basicamente, é definido por  um psicopata perseguindo e matando um grupo de pessoas, geralmente usando ferramentas com lâmina (lembram de Sexta-feira 13?). Simples assim. O cinema cria as regras e ele mesmo as destrói. De toda forma, há características bem marcantes na estrutura dos filmes. Costumeiramente, são de baixo orçamento, diretores hora inventivos, hora picaretas (que se dispõem apenas a copiar os antecessores), geralmente com atores medianos,  belas (e nuas) atrizes, roteiro limitado e claro, sangue.

O vilão, por exemplo, em quase 100% dos casos é humano (mesmo com força sobre humana ou habilidades extraordinárias). Explicando melhor, ele não será um Thanos, Predador ou um Alien. Será uma pessoa, mesmo que morra e volte, assassine nos sonhos ou leve 258 mil tiros e não morra. Outra característica comum é a contagem de corpos. Sempre tem uma turminha aleatória que falece aleatoriamente no filme, para dar credibilidade ao vilão.

Um filminho de terror de vez em quando não faz mal a ninguém. Afinal, os clássicos legítimos também precisam de descanso.