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Sonic, o filme chega com toda energia para agradar crianças e adultos – Por Humberto Oliveira

Os fãs do personagem de videogame Sonic, da Sega, finalmente podem respirar aliviados. Depois de esperar mais de um ano, estreou na quinta-feira, 13, a versão live-action da franquia mundial Sonic, o filme. A aventura conta a história do ouriço azul mais famoso do mundo. Como meu filho Daniel, fã do personagem, há mais de um ano comentava deste filme, o levei para assistir e ele adorou.

Uma semana depois da estreia, os produtores, satisfeitos com a ótima bilheteria, anunciaram, não uma, mas duas sequências. Os fãs antigos e novos já comemoram a produção de uma trilogia.

Green Hill Zone se transformou apenas em Green Hill, uma pequena e pacata cidade no estado americano de Montana. É lá que Sonic está fugindo de uma ameaça de seu próprio mundo e mantendo o anonimato enquanto lida com a própria solidão e o fato de conhecer muita gente do município, mesmo que ninguém o conheça de volta — com exceção do maluco local, que acha que ele é um alienígena – o demônio azul.

A reviravolta acontece quando Sonic acaba usando seus poderes de forma equivocada, causando um blecaute que chama a atenção do governo dos EUA. Também decididos a abafar o caso, os engravatados chamam o Dr. Ivo Robotnik (Jim Carrey), enquanto, na tentativa de fugir, o ouriço azul acaba se aliando a Tom Wachowski (James Marsden, o Ciclope de X-Men, o filme e da série Westword), o xerife local que ele carinhosamente chama de “Lorde Donut”. Sonic e Tom unem forças para tentar impedir que o vilão Dr. Robotnik (Jim Carrey, o careteiro de sempre) capture Sonic e use seus poderes para dominar o mundo.

Simples e divertido, o filme cumpre bem sua missão. É como voltar aos anos 1990. É essa a sensação que o longa proporciona. Porém, o mais importante é a garotada adorar cada frame e identificar na tela as referências aos games do famoso ouriço azul. Piadinhas e referências que vão encher os olhos dos amantes do ouriço e que também servem como uma forma de demonstrar que ele não está tão longe assim de seu habitat natural.

A tela brilha quando Sonic está em cena — e isso denota o acerto na mudança do design do personagem, pois o filme seria semente de pesadelo se estivéssemos diante da versão “feia” do personagem —, mas é nas aparições de Jim Carrey que ela pega fogo. Se o filme é um retorno aos anos 1990, temos aqui, também, um reencontro com Ace Ventura e O Máskara.

O diretor Jeff Fowler soltou a coleira, deixando Carey livre para fazer o que quisesse. Isso vai desde a humilhação direta a subordinados e qualquer outra pessoa até a cena de dança diante de projeções virtuais, um dos momentos mais “Jim Carrey” de todo o filme. Obviamente, os diálogos são risíveis e há ainda aqueles momentos “fofos”, que não levam a trama para frente (que trama?).

Inspiração, entretanto, é o que sobra nas dezenas de referências dispostas ao longo de todo o filme, um verdadeiro deleite para os fãs que podem não se sentir tão felizes assim em verem Sonic vivendo na Terra. Para cada conveniência de roteiro, como os poderes que às vezes funcionam ou não, de acordo com o que o filme precisa, há um aceno para quem jogou os games, em citações que variam em grau de profundidade e entendimento.

Sonic, o filme é o tipo de produção que traz um pouquinho para todo mundo. As crianças, principal público-alvo, vão amar as cenas de ação e os momentos engraçados, saindo do cinema pedindo uma pelúcia do ouriço. Os próprios pais, mesmo que não tenham experiência com os games, também curtirão, afinal de contas temos aqui um filme divertido e simples, que não tenta ser mais do que é e entrega humor e cenas de ação interessantes em seu pouco mais de 1h30 de duração.

TRAILER: