Economia

Taxa de desemprego cresce em 14 estados no primeiro trimestre de 2019

A taxa de desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da Federação no primeiro trimestre de 2019, em comparação com o último trimestre do ano passado, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), divulgada hoje (16/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas outras 13 unidades, a taxa manteve-se estável.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, no entanto, apenas quatro unidades da Federação tiveram aumento da taxa de desemprego.

Na passagem do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano, as maiores altas da taxa de desemprego foram observadas

  • Acre (de 13,1% para 18%)
  • Goiás (de 8,2% para 10,7%)
  • Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%).

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, os estados que registraram alta na taxa foram

  • Roraima (de 10,3% para 15%)
  • Acre (de 14,4% para 18%)
  • Amazonas (de 13,9% para 14,9%)
  • Santa Catarina (de 6,5% para 7,2%).

Já os estados que tiveram queda na taxa, nesse tipo de comparação, foram:

  • Pernambuco (de 17,7% para 16,1%)
  • Minas Gerais (de 12,6% para 11,2%)
  • Ceará (de 12,8% para 11,4%).

Subutilização

A taxa de subutilização (os que estão desempregados, que trabalham menos do que poderiam e que estavam disponíveis para trabalhar mas não conseguiram procurar emprego) do primeiro trimestre foi a maior dos últimos da série histórica (iniciada em 2012) em 13 das 27 unidades da Federação.

As maiores taxas foram observadas nos seguintes estados:

  • Piauí (41,6%)
  • Maranhão (41,1%)
  • Acre (35%)
  • Paraíba (34,3%)
  • Ceará (31,9%)
  • Amazonas (29,2%).

A taxa média de subutilização no país foi de 25%, também a maior da série histórica

Os maiores contingentes de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) no primeiro trimestre deste ano foram registrados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).

Os maiores percentuais de trabalhadores com carteira assinada estavam em

  • Santa Catarina (88,1%)
  • Rio Grande do Sul (83,2%)
  • Rio de Janeiro (81,8%)

Os menores foram:

  • Maranhão (50,3%)
  • Piauí (52,5%)
  • Pará (53,0%).

As maiores proporções de trabalhadores sem carteira foram observadas no

  • Maranhão (49,5%)
  • Piauí (47,8%)
  • Pará (46,4%)

E as menores em:

  • Santa Catarina (13,2%)
  • Rio Grande do Sul (18,0%)
  • Rio de Janeiro (18,4%).

Em relação ao tempo de procura de emprego no Brasil, 45,4% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 24,8%, há dois anos ou mais, 15,7%, há menos de um mês e 14,1% de um ano a menos de dois anos.

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Agência Brasil
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