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Taxa de transmissão da Covid-19 volta a subir no Brasil, aponta Imperial College

Mulher usa máscara de proteção na Central do Brasil, no centro do Rio 17/03/2020 REUTERS/Ricardo Moraes

Extra- A transmissão do novo coronavírus no Brasil apresentou viés de alta na última semana pela primeira vez desde a primeira quinzena de janeiro, segundo levantamento semanal do Imperial College de Londres que monitora o avanço da Covid-19 em diferentes países. A taxa do chamado Rt no país indica que a disseminação segue fora de controle, mas reverteu a tendência observada nas últimas semanas de oscilação negativa. A taxa cresceu de 1,02 para 1,05.

A última vez que o relatório da universidade britânica apresentou um crescimento no Rt brasileiro foi na segunda semana epidemiológica de janeiro. Os dados se referem à semana fechada na última segunda-feira, 15. A taxa significa que cada 100 pessoas contaminadas contagiam outras 105.

Dentro da margem da universidade britânica, o Rt brasileiro pode variar de 1,01 até 1,10. O Imperial College também projeta que o Brasil registrará 8.110 mortes pela Covid-19 até a próxima semana, uma diferença de 655 óbitos em relação às vítimas fatais contabilizadas na última semana pelo Imperial College no cenário mediano. No pior quadro estimado, as perdas para a Covid-19 podem chegar a 8.550.

Trata-se da pior projeção entre os países cujos cenários foram avaliados pela universidade britânica. Os números brasileiros superaram os do México (8.010), o terceiro país com mais mortes por Covid-19 no mundo e que havia ficado à frente do Brasil no último levantamento. Os Estados Unidos, que se aproximam de 500 mil óbitos pela Covid-19, não fazem parte do levantamento.

O Rt acima de 1 indica que a doença avança sem controle no Brasil. A taxa de contágio é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2 no Brasil. Quando fica abaixo de 1, o índice indica tendência de desaceleração.

A taxa de transmissão brasileira está acima dos índices do Reino Unido (0,78) e da África do Sul (0,74), que vivem o avanço de novas variantes do coronavírus potencialmente mais infecciosas. No Brasil, já foi identificada a transmissão comunitária da variante identificada pela primeira vez no Amazonas, a P1, em diferentes estados. A principal mutação da linhagem, a E484K, é possivelmente responsável por uma capacidade maior de transmissão.

Especialistas costumam ponderar que é preciso acompanhar o Rt por um período prolongado de tempo para avaliar cenários, levando em conta o atraso nas notificações e o período de incubação do coronavírus, que chega a 14 dias. Além disso, por ser uma média nacional, a taxa de contágio não significa que a doença está avançando ou retrocedendo em todas as cidades e estados do país.

O Brasil, no entanto, apresenta um Rt acima de 1 desde dezembro. Estatísticas oficiais indicam que a média móvel de mortes por Covid-19 cresceu 1% comparada ao mesmo período há 14 dias, segundo o consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Estado de S. Paulo, UOL e Folha de S. Paulo. O número de vítimas fatais ultrapassou na última terça-feira a marca dos 240 mil.

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