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Tribunal japonês rejeita pedido da defesa de Ghosn para sua libertação

O Rondoniense Tribunal japonês rejeita pedido da defesa de Ghosn para sua libertação
O Rondoniense Tribunal japonês rejeita pedido da defesa de Ghosn para sua libertação

Um tribunal do Japão rejeitou nesta quarta-feira o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente da Nissan Motor, o brasileiro Carlos Ghosn, para pôr fim à sua detenção por uma das acusações que pesam sobre o executivo.

O tribunal de Tóquio negou a solicitação dos advogados de Ghosn, depois que o acusado compareceu pela primeira vez diante de um juiz ontem e se declarou inocente, após ser detido há mais de um mês por vários fatos vinculados com a gestão da companhia automotiva japonesa.

A defesa de Ghosn tinha apresentado o pedido ao tribunal por considerar que uma das acusações contra seu cliente, a de suposta violação da confiança da empresa, não correspondia porque as ações vinculadas com esses fatos contavam com a aprovação da Nissan.

Segundo o Ministério Público japonês, Ghosn utilizou a Nissan Motor para cobrir uma série de perdas financeiras pessoais durante a crise de 2008, mas os advogados alegam que essas operações foram aprovadas pela direção da companhia, por isso não acredita que a confiança da mesma foi violada.

Além disso, Ghosn é acusado de não declarar receitas milionárias acordadas com a Nissan, que ele supostamente receberia uma vez que se aposentasse da companhia e por realizar pagamentos alegadamente injustificados para terceiras pessoas.

Durante o depoimento de Ghosn, o juiz Yuichi Tada defendeu a necessidade de manter o alto executivo detido para evitar os riscos de destruição de provas e de fuga do Japão, segundo a agência japonesa “Kyodo”.

A Justiça japonesa emitiu até agora três ordens de detenção contra Ghosn, e com base nos crimes investigados pelo Ministério Público decidiu estender o prazo de prisão provisória até o próximo dia 11.

Não obstante, por enquanto só há uma acusação formal contra o empresário de 64 anos, pela suposta ocultação de renda entre os anos de 2011 e 2015.

Os advogados de Ghosn são conscientes que, levando em consideração os procedimentos legais no Japão, é difícil que o ex-presidente da Nissan venha a ser libertado antes do primeiro julgamento, que pode acontecer dentro de seis meses.

“Em geral, nestes casos no Japão, a liberdade com pagamento de fiança não costuma ser aprovada até que aconteça o primeiro julgamento”, disse em entrevista coletiva o advogado-chefe da defesa do executivo brasileiro, Motonari Ohtsuru, que também afirmou que sua equipe contempla recorrer a um tribunal superior para conseguir a libertação de Ghosn.

 

EFE Tóquio