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Trump promete construir muro na fronteira e alerta democratas contra investigações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu em seu discurso de Estado da União, na noite de terça-feira, construir um muro na fronteira que é motivo de profunda divisão na política dos EUA, e disse que tentativas da oposição democrata de realizar “ridículas investigações partidárias” podem prejudicar a economia norte-americana.

Trump falou em uma sessão conjunta do Congresso, que enfrenta discórdia política devido às exigências do presidente para que os democratas terminem com sua oposição ao financiamento para um muro na fronteira dos EUA com o México, que ele diz ser necessário para conter a imigração ilegal e o tráfico de drogas.

Durante seu discurso de 82 minutos, Trump delineou suas prioridades políticas, sem fornecer detalhes específicos.

Trump chamou a imigração ilegal de “uma crise nacional urgente”, mas não chegou a declarar uma emergência na fronteira que permitiria que ele contornasse o Congresso em busca de fundos para erguer o muro. Em vez disso, ele pediu que os democratas e os republicanos encontrem um acordo até o prazo final de 15 de fevereiro.

“No passado, a maioria das pessoas nesta sala votou por um muro, mas o muro apropriado nunca foi construído. Eu o construirei”, disse Trump no plenário da Câmara dos Deputados, com sua principal adversária democrata, a nova presidente da Câmara, Nancy Pelosi, o observando.

Os democratas consideram o muro um desperdício de dinheiro e uma medida ineficaz.

Trump também alertou, sem oferecer evidências, que os esforços dos democratas para investigarem seu governo, assim como o possível envolvimento dos EUA em guerras no exterior, podem colocar em risco a economia dos EUA.

“Um milagre econômico está ocorrendo nos Estados Unidos e a única coisa que pode impedi-lo são guerras insensatas, políticas ou investigações partidárias ridículas”, disse.

A declaração foi dada no momento em que os democratas que agora controlam a Câmara planejam uma série de investigações sobre o governo Trump e as finanças pessoais do presidente, ao mesmo tempo em que o procurador especial Robert Mueller investiga o envolvimento russo nas eleições presidenciais de 2016 e o possível conluio entre a campanha de Trump e Moscou.

A Rússia nega qualquer envolvimento e Trump afirma que não houve conluio.

Reuters

O Rondoniense
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