Mundo

Últimas notícias de coronavírus de 4 de abril

Os Estados Unidos registraram 1.480 mortes por coronavírus em um dia (entre quinta e sexta-feira às 20h30 locais), marcando um novo recorde no mundo, segundo uma contagem realizada pela Universidade Johns Hopkins. Com isso, o número total de mortos no país desde o início da pandemia chega a 7.406, de acordo com o balanço da universidade.

O maior número de mortes nos Estados Unidos foi registrado na cidade de Nova York.

O Reino Unido registrou 684 mortes nas últimas 24 horas relacionadas ao novo coronavírus nesta sexta-feira (03). São 3.605 mortes no total. Um aumento de 23% no número diário em relação ao dia anterior. No total, foram testadas 173.784 pessoas e 38.168 estão contaminadas com o vírus.

E o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson continuará em quarentena sozinho depois de testar positivo para o novo coronavírus. Aos 55 anos, ele teve a doença Covid-19 detectada no dia 27 de março e, desde então, está afastado dos demais, com sintomas leves, como febre.

Na manhã deste sábado (4), ele falou sobre os constantes esforços para conter a disseminação da doença e repetiu o pedido para que a população não tente violar os regulamentos neste momento. “Fiquem em casa, protejam-se e salvem vidas.”

Príncipe Charles abriu um novo hospital no leste de Londres, na Inglaterracom 4 mil leitos. É o primeiro de vários construídos na Grã-Bretanha para lidar com a pandemia. Inicialmente, 500 pacientes devem ser transferidos. A inauguração foi feita via vídeoconferência. Neste domingo, a rainha Elizabeth II fará um discurso, algo raro, para todo o país, enquanto enfrenta a pandemia.

Primeiro-ministro da Austrália Ocidental, Mark McGowan, exibe autorização para que Coelho da Páscoa entre no país — Foto: Reprodução/Twitter/Mark McGowan

O primeiro-ministro da Austrália Ocidental, Mark McGowan, anunciou a emissão de uma autorização especial para que o coelho da Páscoa possa quebrar as regras de quarentena impostas por causa do coronavírus e circular pelo estado – que ocupa um terço do território australiano – para fazer suas entregas.

Em um vídeo, McGowan explica que recebeu uma carta de uma garotinha de nove anos, chamada Taylah, preocupada em saber como ficaria a situação no final da próxima semana, já que o coelhinho não poderia entrar no país.

O político então providenciou o que chamou de uma “eggs-emption”, um trocadilho em inglês com a palavra “exemption” (exceção) e mostrou até mesmo um documento assinado, autorizando a circulação do coelho.

De acordo com números divulgados por Mark McGowan neste sábado (4), a Austrália soma 5.548 casos confirmados da doença, sendo 198 nas últimas 24 horas.

Na China, o país parou e realizou três minutos de silêncio em homenagem aos mortos por coronavírus no país. A homenagem nacional foi organizada no Dia dos Mortos, celebrado tradicionalmente na China em 4 de abril. Ela aconteceu mais de dois meses após o início das drásticas medidas adotadas na China para combater a doença que contaminou oficialmente 81.639 pessoas e matou 3.326.

Um grupo de pessoas faz uma pausa perto da Praça da Paz Celestial, em Pequim, para em homenagem aos mortos pelo novo coronavírus — Foto: Andy Wong / AP Photo

Na Espanha

O Ministério da Saúde da Espanha informou neste sábado (4) que o país atingiu a marca de 124.736 casos da doença, sendo 11.744 mortes. Nas últimas 24 horas, foram registrados 7.026 novos casos.

O número de mortos no país caiu pelo segundo dia consecutivo. Foram registradas 809 mortes nas últimas 24 horas (contra 932 contabilizadas no dia anterior).

O primeiro-ministro Pedro Sanchez deve anunciar ainda neste sábado (4) novas medidas de isolamento para os espanhóis e prolongar o confinamento em suas casas por mais três semanas.

No Brasil

No Brasil, as secretarias estaduais de saúde contabilizam 9.216 infectados em todos os estados e 365 mortos. Apenas três estados ainda não registraram mortes: Acre, Amapá e Tocantins.

Nos Estados Unidos

O navio hospital da Marinha USNS Comfort recebeu seus primeiros pacientes, em um cais da cidade de Nova York, mas pretende permanecer isolado “como uma bolha” da atual pandemia de coronavírus, declarou seu chefe médico, comandante Patrick Amersbach. Os membros da tripulação não poderão sair do navio.

Atracado em Manhattan, o Comfort está preparado para receber até mil pacientes, mas nenhum com o Covid-19.

Nova York se tornou o maior foco da pandemia nos Estados Unidos. A Casa Branca prevê que a pandemia matará entre 100 mil e 240 mil pessoas no país.

Fonte: G1