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Vacina contra coronavírus é possível em cerca de um ano, diz agência da UE

Uma vacina contra o novo coronavírus poderia ser aprovada em cerca de um ano sendo “otimista”, disse uma agência que aprova remédios para a União Europeia nesta quinta-feira.

Enquanto o mundo corre para desenvolver uma vacina, a UE, atingida duramente pela Covid-19, teme não possuir suprimentos suficientes, especialmente se uma vacina for desenvolvida nos Estados Unidos ou na China.

A Agência Europeia de Remédios (EMA), que se comunica com 33 desenvolvedores, está fazendo tudo o que pode para acelerar o processo de aprovação, disse o chefe de vacinas da EMA, Marco Cavaleri, mas ele duvida das afirmações de que uma pode estar pronta em setembro.

“Para vacinas, como o desenvolvimento teve que começar do zero… podemos pensar, sendo otimistas, em um ano a partir de agora, então no início de 2021”, disse ele aos jornalistas.

Ele descartou a possibilidade de saltar a terceira fase de um teste de vacina, que disse ser necessário para ter certeza de que ela é segura e eficiente.

A EMA também está estudando 115 terapias, ou tratamentos, diferentes para o coronavírus, que já matou quase 300 mil pessoas em todo o mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Cavaleri disse que algumas destas terapias poderiam ser aprovadas na Europa ainda no início do verão no Hemisfério Norte, mas não especificou quais.

Um parlamentar destacado do bloco disse que a UE deveria contornar os direitos de propriedade intelectual de algumas empresas farmacêuticas se uma vacina fosse desenvolvida fora do bloco, um novo sinal do temor da UE de ficar para trás na corrida global.

“Se uma vacina for desenvolvida primeiro fora da Europa, precisamos fazer todo o possível para garantir que a vacina fique disponível para todos os países”, disse Peter Liese, membro proeminente do partido União Democrata-Cristã (CDU) da chanceler alemã, Angela Merkel.

“Estamos contando com o diálogo e a cooperação, mas também precisamos contar que outros rejeitarão o diálogo e a cooperação. É por isso que precisamos de um plano B.”

 

Por Reuters