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VESPASIANO RAMOS: UM POETA ESQUECIDO EM MEIO AOS INOCENTES – Por Rita Vieira

Vespasiano Ramos

Sua única obra publicada

Conhecido como o poeta de uma obra só, Vespasiano Ramos, nasceu em Caxias – Maranhão, em 13 de agosto 1884. Seu nome de registro era Joaquim Vespasiano Ramos, filho de Antônio Lúcio Ramos e Leonília Caldas Ramos, veio de origens humildes, aos 13 anos começou a trabalhar no comércio como caixeiro e escrevia versos em pequenos pedaços de papel.

Desde jovem foi um grande estudioso e amante das versos, viajou o país quase todo levando seus pensamentos e poemas. Sua única obra publicada foi o livro “Coisa Alguma”, publicado no Rio de Janeiro no mesmo ano de sua morte, 1916. A obra foi bastante divulgada na região Norte do Brasil.

“O poeta que morreu de amor”, como designou Júlio Olivar em sua obra sobre o poeta, morreu aos 32 anos, em Porto Velho, hoje capital de Rondônia, mas na época de seu falecimento, essa cidade ainda era uma comarca do município de Humaitá – Amazonas. O poeta, na verdade, morreu de tuberculose, o mal do século para os poetas ultra-românticos.

Túmulo antigo no cemitério do inocentes

Sua morte ocorreu em 26 de dezembro de 1916 e ele está sepultado no cemitério do inocentes, no centro da cidade de Porto Velho. E apesar de ser pouco conhecido por essas bandas, Vespasiano e sua obra são homenageados nacional, internacional e regionalmente.

Túmulo antigo no cemitério do inocentes

Ele é considerado o precursor da literatura em Rondônia, a Academia Rondoniense de Letras criou a medalha de honra Vespasiano Ramos em sua homenagem. Em Porto Velho há uma rua com seu nome, no Maranhão uma bela praça e uma estátua homenageiam esse grande poeta.

Além de ser patrono nas cadeiras n° 32 na Academia Maranhense de Letras, n° 40 na Academia Paraense de Letras e n° 2 na Academia Rondoniense de Letras.

Homenagem ao centenário de morte do Poeta Vespasiano Ramos

Em 2016, com o centenário de sua morte, teve o jazigo restaurado e reinaugurado, sob iniciativa da Academia Rondoniense de Letras e uma singela homenagem no cemitério dos inocentes, que reuniu: professores, jornalistas, poetas, memorialistas, escritores, historiadores e acadêmicos do curso de História da UNIR.

Rita Vieira

Formada em História pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), professora de História na Escola João Bento da Costa e Medquim Vestibulares, especialista em Segurança Pública e Direitos Humanos, além de estudiosa e pesquisadora da História Regional.

Contato: ritaclaravieira@gmail.com

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