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VÍDEO: temporal alaga Ceagesp e caminhoneiros de Cacoal ficam ilhados

O motorista Jonas Porto dos Santos, que mora em Cacoal, está entre os caminhoneiros que tiveram a viagem para casa adiada por causa da forte chuva que caiu sobre São Paulo na madrugada desta segunda-feira, 10. Ele, assim como outros profissionais da categoria, está no CEAGESP, o terceiro maior centro atacadista de alimentos do mundo.

“Ontem, quando fui deitar, estava chuviscando, mas era uma garoinha fina, tranquila. Passou a noite toda chovendo e com certeza foi mais forte em alguma cabeceira de rio, que encheu e não escoou a água”, comentou.

Ilhado, ele disse não ter data para voltar para casa. O plano inicial era carregar seu caminhão terça-feira (11/02), mas será preciso fazer manutenção no veículo, que teve boa parte submersa na água, e será necessário ver quais os danos causados pela enchente.

Jonas ficou dentro de seu caminhão até o final da tarde da segunda-feira. Ele foi retirado com a ajuda de amigos, dentro de uma caixa d’água, junto com colegas de trabalho.

“Tem muita gente que nem sei quantos são. Me arrumaram uma caixa d’água e buscaram no caminhão. Vim para um lugar seco”, relatou. No resgate improvisado, cerca de dez caminhoneiros foram levados para um local mais seguro. O motorista acredita que pelo menos cinco deles sejam de Rondônia.

Ele está em contato com a empresa para qual trabalha desde quando o problema começou, mas, comenta que não tem muito o que ser feito. A água abaixou cerca de 20 centímetros, mas, o tempo promete mais chuva para a noite. “Tem que esperar a água abaixar, acionar o seguro e mexer no caminhão. A coisa tá feia e a tendência não é de melhorar tão já. Vai continuar chovendo hoje ainda em São Paulo”, acrescentou.

Em vídeo, Jonas ressalta que até o momento a Defesa Civil não os procurou para saber do que eles precisam, e mostra também os prejuízos causados pela chuva.

“Nós não temos opção. Vamos ficar nesse box que um rapaz cedeu, ou vamos para o caminhão. Não tem como sair daqui; não tem como ir na água. Ninguém veio dar apoio para nós. Se tem Defesa Civil por aqui, nós não vimos ainda. Como nós vamos sair daqui com a água pela cintura para caçar recurso? Melhor ficar e passar a noite, mas, sair daqui nós não conseguimos”, disse.

veja abaixo o vídeo:

  • Fonte: FolhadoSulOnline.com

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