Capital Rondônia

VIRALIZOU – Psicóloga faz fotos de formatura com o ônibus do Campus Unir

Campelo? Ok. Beca? Ok. Canudo? Ok. E a pose? Ok também. Agora posta aquela foto com campus da Unir pela última vez. Depois de cinco anos indo e vindo da Universidade Federal de Rondônia (Unir), a agora psicóloga Esthela Bianchini, de 25 anos, fez questão de fazer o ensaio fotográfico da formatura com o ônibus que fazia o percurso até a instituição em Porto Velho.

As fotos viralizaram na internet. No Twitter, por exemplo, a fotografia de Esthela com o ônibus teve cerca de 140 mil curtidas. A jovem revelou que gastava, em média, 1h30 dentro do transporte público para ir e voltar da universidade cinco vezes por semana.

“Era um perrengue. Eu ainda sou mais privilegiada porque moro mais perto do centro. Mas o ônibus sempre estava muito cheio. Apesar de várias situações que passamos por dificuldade de espaço dentro do coletivo, era melhor levar com humor. Dizíamos que a Unir, além de oferecer o conteúdo das matérias, tínhamos o calor humano”, brincou.

Por cinco anos Esthela fez o percurso todos os dias. Pela aproximação que se tinha dos colegas da universidade dentro do ônibus, contou ter feitos muitos amigos.

“Nossa. É muita gente dentro de um espaço pequeno. A gente até têm um regra dentro do ônibus que é a seguinte: ‘quem tá sentadinho leva a bolsa do amiguinho’. Realmente é uma questão de se importar com o outro, até porque são muitos livros, cadernos e notebooks”, contou.

Foram cinco anos utilizando o transporte público para terminar a faculdade de Psicologia — Foto: Esthela Bianchini / Arquivo pessoal

A psicóloga continuará pegando a linha do Campus Unir, pois ela fará residência na área que escolheu por mais dois anos. Esthela agora espera que nesse meio tempo o transporte público melhore, não apenas para o caminho que leva a universidade, mas em toda a sociedade portovelhense.

“Queria pedir aos nossos governantes que tivessem esse olhar com carinho e respeito para o transporte público. Pois a quantidade de ônibus é pouca e a qualidade pior ainda. Passamos muito tempo dentro de um ônibus, então poderíamos ser melhores atendidos”, finalizou.

Fonte: G1